quinta-feira, 31 de março de 2011

Plástico Bolha!

Tem gente que tem tempo para inventar rssss.

Vontade de estrangular alguém?

Seus problemas acabaram...

Sabe aquele plástico, cheio de bolhas de ar, que é ótimo de se ficar estourando?
Pois é... agora existe uma versão online!
É uma ótima maneira de se acalmar!
Melhor do que suco de maracujá ou qualquer floral!
Mais rápido que Lexotan!
E mais barato do que psiquiatra!


É o Plástico Bolha! Agora em versão eletrônica e reciclável! Resolvendo sua culpa ambiental ! ! !


Ponha o som bem alto, clique abaixo e então toque as bolhas...

(se optar pelo modo maníaco, não precisa nem clicar,

basta passar o mouse por cima...)




Divirta-se!

Plástico-Bolha virtual

http://www.gustavoguimaraes.com.br/arquivo/images/papelbolha.swf

Deus tinha uma esposa?


Deus tinha uma esposa?

Teóloga inglesa afirma que sim


Conquistar um título de doutorado em Teologia na conceituada Universidade de Oxford, Inglaterra, não é algo fácil.

Quando se é mulher e ateia, torna-se algo ainda mais complicado.
Mas Francesca Stavrakopoulou chegou lá e hoje é professora do departamento de Teologia e Religião na Universidade de Exeter e apresenta semanalmente uma série produzida pela BBC chamada Os Segredos Escondidos da Bíblia.

No episódio que foi ao ar duas semanas atrás, ela divulgou a sua tese: os antigos israelitas pensavam que o seu Deus Yahweh [Jeová] foi casado.

Ou seja, o politeísmo, adoração de muitos deuses, não foi uma corrupção de alguns israelitas do monoteísmo.

Eles tinham, segundo ela, bons motivos para crer que havia mais de um deus.
Segundo a pesquisadora, as primeiras versões da Bíblia apresentavam uma deusa da fertilidade, Aserá, como a possível companheira de Deus.

Mas essa não é uma ideia nova.

Em 1967, o historiador Raphael Patai já defendia que os antigos israelitas adoraram tanto Yahweh quanto Asherah (Aserá, em português).

Para “provar” a existência dessa suposta “esposa de Deus” são citados indícios em textos antigos, amuletos e estatuetas encontradas por arqueólogos nas ruínas de uma cidade cananéia, na região de Kuntillet Ajrud, que hoje pertence à Síria.

Inscrições em cerâmica encontrada no deserto do Sinai também mostrariam que Yahweh e Asherah eram adorados em conjunto.

Também colaboraria para isso a passagem no Livro de 1 Reis que menciona uma imagem da deusa colocada no templo do Senhor e teria sido adulterada posteriormente.
Presidente do Centro de Estudos Judaicos do Arizona e do Instituto Albright de Pesquisas Arqueológicas, J. Edward Wright defende a tese de Stavrakopoulou, afirmando que várias inscrições hebraicas mencionam “Yahweh e sua Asherah”.

Ele acrescenta que o nome de Asherah não foi inteiramente retirado da Bíblia por seu editores do sexo masculino.

Wright explica que ela era uma divindade importante, símbolo de fertilidade no antigo Oriente, conhecida por sua força e cuidado.

Afirma ainda que seu nome por vezes foi traduzido como “árvore sagrada”.

Há relatos de que essa árvore foi “cortada e queimada fora do Templo, numa atitude de certos governantes que tentavam ‘purificar’ o culto e dedicar-se à adoração de um único Deus masculino, Yahweh”.

”Mas os vestígios dela permanecem e, com base nisso, podemos reconstruir o seu papel nas religiões do Levante do Sul”, conclui o estudioso.
Aaron Brody, diretor do Museu Bade e professor adjunto de Bíblia e Arqueologia na Pacific School of Religion, diz que os antigos israelitas eram politeístas e que só uma “pequena porção” adorava apenas a um Deus.

Para ele, foi o exílio de uma comunidade de elite dentro da Judeia e após destruição do Templo de Jerusalém em 586 AC que os levaram a uma “visão universal do monoteísmo restrito.”

A popularidade de Stavrakopoulou com o programa de TV está gerando curiosidade sobre seus livros e artigos, que são a base da série da BBC.

Tradicionalmente o material da emissora inglesa é exportado para o mundo todo, portanto essa questão logo deverá chegar a muitos países.

Fonte: Pavablog


Não é de se admirar, que a Inglaterra como toda a Europa está afundando.

Quando John Wesley que viveu na Inglaterra do século XVIII, uma sociedade conturbada pela Revolução Industrial, onde crescia muito o número de desempregados. A Inglaterra estava cheia de mendigos itinerantes, políticos corruptos, vícios e violência generalizada. O cristianismo, em todas as suas denominações, estava definhando. Ao invés de influenciar, o cristianismo estava sendo influenciado, de maneira alarmante, pela apatia religiosa e pela degeneração moral. Dentre aqueles que não se conformavam com esse estado paralisante da religião cristã, sobressaiu-se John Wesley. Primeiro, durante o tempo de estudante na Universidade de Oxford, depois como líder no meio do povo.

Como não havia muitas oportunidades na Igreja Anglicana, Wesley pregava aos operários em praças e salões – muito embora ele não gostasse de pregar fora da Igreja – E tornou-se conhecidíssima esta sua frase: “o mundo é a minha paróquia”. Influenciados pelos moravianos, John e seu irmão Carlos organizaram pequenas sociedades e classes dentro da Igreja da Inglaterra, liderados por leigos, com os objetivos de compartilhar, estudar a Bíblia, orar e pregar. Logo o trabalho de sociedades e classes seria difundido em vários países, especialmente nos EUA e na Inglaterra e estaria presente em centenas de sociedades, com milhares de integrantes. Com tanto serviço, Wesley andava por toda a parte a cavalo, conquistando o apelido de ‘O Cavaleiro de Deus’. Calcula-se que, em 50 anos, Wesley tenha percorrido 400 mil quilômetros e pregado 40 mil sermões, com uma média de 800 sermões por ano. John Wesley deixou um legado de 300 pregadores itinerantes e mil pregadores locais. A Igreja Metodista, como Igreja propriamente, organizou-se primeiro nos EUA e depois na Inglaterra (somente após a morte de Wesley no dia 2 de março de 1791).

Será que Deus vai precisar levantar outro John Wesley.

A Verdade é que as igrejas da Inglaterra estão sendo vendidas, e tornando-se moradias.

Que Deus tenha piedade da Inglaterra. 


JEREMIAS 7

A FALSA RELIGIÃO É SEM VALOR

Jr 7.17 Não vês tu o que eles andam fazendo nas cidades de Judá, e nas ruas de Jerusalém?

Jr 7.18 Os filhos apanham a lenha, e os pais acendem o fogo, e as mulheres amassam a farinha para fazerem bolos à rainha do céu, e oferecem libações a outros deuses, a fim de me provocarem à ira.

Jr 7.19 Acaso é a mim que eles provocam à ira? diz o Senhor; não se provocam a si mesmos, para a sua própria confusão?

Jr 7.20 Portanto assim diz o Senhor Deus: Eis que a minha ira e o meu furor se derramarão sobre este lugar, sobre os homens e sobre os animais, sobre as árvores do campo e sobre os frutos da terra; sim, acender-se-á, e não se apagará.

Jr 7.21 Assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: Ajuntai os vossos holocaustos aos vossos sacrifícios, e comei a carne.

Jr 7.22 Pois não falei a vossos pais no dia em que os tirei da terra do Egito, nem lhes ordenei coisa alguma acerca de holocaustos ou sacrifícios.

Jr 7.23 Mas isto lhes ordenei: Dai ouvidos à minha voz, e eu serei o vosso Deus, e vós sereis o meu povo; andai em todo o caminho que eu vos mandar, para que vos vá bem.

Jr 7.24 Mas não ouviram, nem inclinaram os seus ouvidos; porém andaram nos seus próprios conselhos, no propósito do seu coração malvado; e andaram para trás, e não para diante.

Jr 7.25 Desde o dia em que vossos pais saíram da terra do Egito, até hoje, tenho-vos enviado insistentemente todos os meus servos, os profetas, dia após dia;

Jr 7.26 contudo não me deram ouvidos, nem inclinaram os seus ouvidos, mas endureceram a sua cerviz. Fizeram pior do que seus pais.

Jr 7.27 Dir-lhes-ás pois todas estas palavras, mas não te darão ouvidos; chamá-los-ás, mas não te responderão.

Jr 7.28 E lhes dirás: Esta é a nação que não obedeceu a voz do Senhor seu Deus e não aceitou a correção; já pereceu a verdade, e está exterminada da sua boca.

Jr 7.29 Corta os teus cabelos, Jerusalém, e lança-os fora, e levanta um pranto sobre os altos escalvados; porque o Senhor já rejeitou e desamparou esta geração, objeto do seu furor.

CAMPANHA CONTRA OS PREÇOS DA GASOLINA BRASILEIRA

FALTA DE DELEGADO CAUSA DESENTENDIMENTO PRF E PC.

FALTA DE DELEGADO
CAUSA DESENTENDIMENTO PRF E PC.


SÃO MUITAS AS OPINIÕES DA FALTA DE PREPARO DAS FORÇAS POLICIAIS.

MAS NA REALIDADE O QUE OS GOVERNANTES ESTÃO FAZENDO E CONSEGUINDO É PROVAR A TOTAL FALTA DE PREPARO DAS FORÇAS POLICIAIS.

MAS QUEM REALMENTE ESTÁ DANDO AS ORDENS PARA OCORRER ESTA DESUNIÃO.

OS GOVERNOS, ALÉM DE INTERESSADOS NA DESUNIÃO ENTRE AS CORPORAÇÕES RESPONSÁVEIS PELO DESENVOLVIMENTO DA SEGURANÇA PÚBLICA, SÃO TAMBÉM PROMOTORES DE DESAVENÇAS E INTRIGAS ATRAVÉS DAS OMISSÕES QUE COSTUMAM COMETER.


QUAIS SÃO OS CONCHAVOS E ACORDOS ENTRE OS POLÍTICOS E O CRIME ORGANIZADO??????

ESTE É O "BRASIL MEU BRASIL BRASILEIRO".

ONDE O POVO SÓ QUER CARNAVAL, FUTEBOL E A LEI DE GERSON  IMPREGNADA NA MENTE.


O AMÁLGAMA DO ESTADO, NÃO O É SOMENTE NA SEGURANÇA, MAS SIM NO PRISMA DA ORGANIZAÇÃO ESTATAL COMO UM TODO.

A SEGURANÇA, SAÚDE E EDUCAÇÃO, ESTÁ TOTALMENTE SEM RUMO, DESORGANIZANDO-SE.

O PRISMA, DESMORONANDO, TODO O ESTADO FICA ABERTO PARA SE CRIAR UMA NOVA ORDEM MUNDIAL. 

ESTA DESORGANIZAÇÃO,  NÃO É NO BRASIL TÃO SOMENTE, ELA É MUNDIAL.

QUANDO A BADERNA ESTIVER GENERALIZADA MUNDIALMENTE, APARECERÁ AQUELE QUE RESOLVERÁ TODOS OS SEUS PROBLEMAS.


E então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda;
II Tessalonicenses 2.8 




E por avareza farão de vós negócio com palavras fingidas; sobre os quais já de largo tempo não será tardia a sentença, e a sua perdição não dormita. 
II Pedro 2.3



quarta-feira, 30 de março de 2011

Bodas de casamento

Doze dicas para melhorar seus textos


Resumida e adaptadamente, as dicas foram extraídas de um capítulo do livro Manual de Radiojornalismo, escrito por professores de radiojornalismo da Faculdade de Jornalismo e Relações Públicas. Elas são aplicáveis ao universo dos blogs cristãos, pois o assunto visa a comunicação eficaz.



1. No início do texto, vá direto ao assunto. A frase deve ser forte, escrita na ordem direta. Não coloque informação vaga no primeiro parágrafo. O início deve atrair a atenção do leitor para o que será comunicado a seguir, para prender a atenção e fazer ele ler até o final.



2. Primeiramente, o verbo é sempre utilizado no presente do indicativo e sem o artigo. Nas citações seguintes você pode utilizar o artigo no início das frases.



3. Não comece a sua frase com números.



4. Evite a palavra ACONTECE. Ela deve ser utilizada para algo que não foi previsto. Exemplo: 'o acidente aconteceu em frente ao banco'.



5. As siglas conhecidas podem entrar no texto sem explicação, mas as não conhecidas usa-se primeiro a sigla e depois a explicação. Na próxima citação você pode usar apenas a sigla, porque já explicou seu significado antes.



6. Evite utilizar os dois pontos ( : ). Há momentos para isso, deve-se saber usá-los.



7. Por cento: sempre por extenso.



8. Cinco dólares. E não: US$ 5. Um milhão e meio de reais. E não: R$1,5 milhão.



9. Use os números de um a nove sempre por extenso. Os demais em algarismo (10, 35, 100).



10. Indique sempre primeiro o cargo e depois o nome. Ministro da Fazenda. Fulano de Tal.



11. Cuidado com o cacófato, cuidado com a sonoridade das palavras: amar ela (amarela).



12. Evite o verbo no gerúndio.


E.A.G.
UBE - União de Blogueiros Evangélicos

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mensagens em powerpoit para evangelismo pessoal


Powerpoint

Aqui apresentamos várias mensagens em powerpoit para evangelismo pessoal.

Clique no tema desejado.

Evangelize seus amigos com nossos materiais.

 Se alguma das mensagens aqui apresentadas não for do seu agrado, ou estiver em desacordo com a sua fé,  por favor nos contate através do email assinante@cristotube.com.br




Fazendo a barba


Fazendo a barba




Cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes.

Num dos cultos semanais mais 'concorridos', ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha. Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranqüilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear.

Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.

Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar a "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas.

Aquela semana foi atípica. O povo comentou o fato todos os dias, tentado advinhar o significado de tudo aquilo: “Que mensagem ele quer nos passar?”, “Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?”

Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes:

- Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhuma "moral da história".

- No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?



E estas palavras, que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e deitando-te e levantando-te. Também as atarás por sinal na tua mão, e te serão por frontais entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais de tua casa, e nas tuas portas.
Deuteronômio 6.6-9

Em crimes de violência doméstica

Em crimes de violência doméstica, palavra da vítima é suficiente para a condenação

Nos crimes de violência doméstica, os quais, geralmente, ocorrem à distância de testemunhas, a palavra da vítima assume especial relevo, consistindo em prova suficiente para a condenação. Esse é o entendimento da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça ao negar provimento a réu condenado por ter ameaçado matar uma mulher e por ter desobedecido a decisões judiciais que determinavam o seu afastamento da vítima.

Na comarca de Jaguarão o réu, já reincidente, foi condenado à pena de 7 meses e 15 dias de detenção em regime semiaberto. Da sentença, recorreu ao Tribunal de Justiça.

A defesa argumentou que inexistia prova segura e convincente para a condenação.

Para o Desembargador Gaspar Marques Batista, relator, conforme se depreende do que consta do processo, tanto em sede policial, como em juízo, a vítima, ex-companheira do acusado, afirmou que o réu bateu na janela da sua residência e proferiu-lhe ameaças de morte.

Observa ainda que a versão da vítima é corroborada pelo policial militar que atendeu a ocorrência, o qual afirmou que localizou o acusado a menos de vinte metros da casa da vítima, sendo que ele deveria manter-se afastado a, no mínimo, 100 metros da ex-companheira.

Salientou o Desembargador Gaspar que nos crimes de violência doméstica, os quais, geralmente ocorrem à distância de testemunhas, a palavra da vítima assume especial relevo, consistindo em prova suficiente para a condenação.

Os Desembargadores Constantino Lisbôa de Azevedo e Aristides Pedroso de Albuquerque Neto, que presidiu o julgamento ocorrido nessa quinta-feira (24/3), acompanharam o voto do relator.

ACr 70039664339

ANTES DE SER POLICIAL MILITAR

Em um momento inspirado, o autor do texto desabafou em uma comunidade de Direitos Humanos no Orkut
sobre o que é ser policial militar (pois criticavam os policiais, só para variar).

O texto é de uma pessoalidade ímpar e paradoxalmente
 gera uma identificação imediata por qualquer PM.

 Soou quase como uma oração, por isso se você é policial militar leia até o fim
e diga se já não se encontrou em alguma situação citada nestas linhas.

Caso não seja PM, aconselho do mesmo modo a leitura.

Talvez assim entenda o quanto esta profissão é árdua.



ANTES DE SER POLICIAL MILITAR, EU FUI CARTEIRO;

ANTES DE SER CARTEIRO, FUI BOMBEIRO;

ANTES DE SER BOMBEIRO, FUI COBRADOR DE ÔNIBUS;

ANTES DE SER COBRADOR DE ÔNIBUS, FUI FUZILEIRO NAVAL;

E ANTES DE SER FUZILEIRO, FUI PALHAÇO DE CIRCO.

PARALELAMENTE A ESTAS PROFISSÕES, SOU DESENHISTA DE QUADRINHOS E PROGRAMADOR DE JOGOS PARA WEB,
ALÉM DE LECIONAR HISTÓRIA QUANDO ESTAVA NA UFRN.

Como desenhista de quadrinhos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um desocupado.

Como programador de jogos, ouço de alguns, SEMPRE, que sou um nerd idiota.

Como palhaço de circo, ouço de alguns, ATÉ HOJE, que aquilo é vida de vagabundo.

Como fuzileiro naval, ouvi de muitos, que fui um BONECO DO ESTADO.

Como cobrador de ônibus, ouvi de muitos, que eu era um ladrão, por não ter, às vezes, moedas de R$ 0,01 e R$ 0,05, para dar de troco.

Como carteiro, guardo cicatrizes, para o resto de meus dias, de mordidas de cães e de acidentes de trabalho, como atropelamentos, causados pelos “ZECAS” da vida, além de ouvir DE TODAS AS MÃES COM AS QUAIS ME DEPARAVA, que eu era “O HOMEM DO SACO” que iria raptar as criancinhas.

Como bombeiro, NUNCA recebi um “obrigado”, ao retirar um gatinho de uma árvore, nem por mergulhar num esgoto, para salvar uma pessoa que foi levada por uma enxurrada. Tive que aprender a me ACOSTUMAR com
isso, além de começar a compreender como a linha da vida é tênue e a matéria se desfaz por besteira.

Como POLICIAL MILITAR, enfrentei O MAIOR CHOQUE CULTURAL DE MINHA VIDA, ao ter de argumentar com todo tipo de pessoas, do mendigo ao magistrado, entrar em todo tipo de ambiente, do meretrício ao monastério.


Como POLICIAL MILITAR, fui PARTEIRO, quando não dava tempo de levar as grávidas ao hospital, na madrugada;


Como POLICIAL MILITAR, fui psicólogo, quando um colega discutia com a esposa, diante da incompreensão dela, às vezes, com a profissão do marido;

Como POLICIAL MILITAR, fui assistente social, quando tinha de confortar A MÃE DE ALGUMA VÍTIMA assassinada por não possuir algo de valor que o assaltante pudesse levar;

Como POLICIAL MILITAR, fui borracheiro e mecânico, ao socorrer idosos e deficientes com pneus furados;

Como POLICIAL MILITAR, fui pedreiro, ao participar de mutirões para reconstruir casas destruídas por enchentes;

Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico fracassado, AO VER UM COLEGA IR A ÓBITO A BORDO DA VIATURA;



Como POLICIAL MILITAR, fui paramédico realizado, ao retirar uma espinha de peixe da garganta de uma criança;

Como POLICIAL MILITAR, fui apedrejado por estudantes da mesma escola na qual estudei E FUI PROFESSOR, por pessoas do mesmo grêmio do qual participei;

Como POLICIAL MILITAR, fui obrigado a me tornar gladiador em arenas repletas de terroristas, que são os membros de torcidas organizadas, em jogos de times pelos quais nem torço;



Como POLICIAL MILITAR, sobrevivi a cinco graves acidentes com viaturas, nunca a menos de 120km/h, na ânsia de chegar rápido àquela residência onde a moça estava sendo estuprada ou na qual um idoso estava sendo espancado;

Como POLICIAL MILITAR, fui juiz da vara cível, apaziguando ânimos de maridos e mulheres exaltados, que após a raiva uniam-se novamente e voltavam-se contra a POLÍCIA;

Como POLICIAL MILITAR, fui atropelado numa BLITZ, por um desses cidadãos QUE POR MEDO DA POLÍCIA, AFUNDOU O PÉ NO ACELERADOR E PASSOU POR CIMA DE VÁRIOS COLEGAS;

Como POLICIAL MILITAR, arrisquei-me a contrair vários tipos de doenças, ao banhar-me com o sangue de vítimas às quais não conhecia, mas que tinha OBRIGAÇÃO de TENTAR salvar;


Como POLICIAL MILITAR, arrisquei contaminar toda a minha família com os mesmos tipos de doenças, pois ao chegar em casa, minha esposa era a primeira a me abraçar, nunca se importando com o cheiro acre de sangue alheio, nem com as manchas que tinha de lavar do uniforme;

Como POLICIAL MILITAR, fui juiz de pequenas causas, quando EM MINHA FOLGA, alguns vizinhos me procuravam para resolver SEUS problemas;

Como POLICIAL MILITAR, fui advogado, separando, na hora da prisão, os verdadeiros delinquentes dos “LARANJAS”, quando poderia tê-los posto no mesmo barco;

Como POLICIAL MILITAR, fui o homem que quase perdeu a razão, ao flagrar um pai estuprando uma filha, ENQUANTO A MÃE O DEFENDIA;

Como POLICIAL MILITAR, fui guardião de mortos por horas a fio, sob o sol, a chuva e a neblina, à espera do RABECÃO, que, já lotado, encontrava dificuldade para galgar uma duna mais alta, ou para penetrar numa mata mais densa;

Como POLICIAL MILITAR, fiquei revoltado, ao necessitar de um leito para minha esposa PARIR, e ao chegar NO HOSPITAL DA POLÍCIA, deparar-me com um traficante sendo operado por um médico particular;

Como POLICIAL MILITAR, fui o cara que mudou TODOS os hábitos para sempre, andando em estado de alerta 25 horas/dia, sempre com um olho no peixe e outro no gato, confiando desconfiado.

Como POLICIAL MILITAR, fui xingado, agredido, discriminado, vaiado, humilhado, espancado, rejeitado, incompreendido.



Na hora do bônus, ESQUECIDO;
Na hora do ônus, CONVOCADO.

Tive de tomar, em frações de segundo, decisões que os julgadores, no conforto de seus gabinetes, tiveram meses para analisar e julgar.

E mesmo hoje, calejado, ainda me deparo com coisas que me surpreendem, pois afinal AINDA sou humano..

Não queria passar pelo que passei, mas fui VOLUNTÁRIO, ninguém me laçou e me enfiou dentro de uma farda, né? Observando-se por essa ótica, é fácil ser dito por quem está “DE FORA”, que minha opinião NÃO
IMPORTA, ou que simplesmente, não existe.

AMO O QUE FAÇO E O FAÇO PORQUE AMO. Tanto que insisto em levar essa vida; sei que terei de passar por tudo de novo, a qualquer hora, em qualquer dia e em qualquer lugar.

E O FAREI, SEM RECLAMAR, NEM RECUAR.

Que Deus abençoe a todos.

FENAPEF - Corrupção policial é ''crônica'', diz presidente do Supremo

Estimular e depois frustrar as expectativas de policiais civis, militares e bombeiros de todo o país é perigoso

Estimular e depois frustrar as expectativas de policiais civis, militares e bombeiros de todo o país é perigoso:

Alfredo Sirkis*


No ano passado o governo, por razões eleitoreiras, deu luz verde para a votação da PEC 300 no Congresso e agora pretende bloquear sua aprovação final por conta dos custos que pretende serem inviáveis. Fica, no entanto, com uma batata quente nas mãos. Estimular e depois frustrar as expectativas de policiais civis, militares e bombeiros de todo o país é perigoso. Vislumbra-se uma crise no horizonte. Mas crise quer dizer também oportunidade. É preciso transcender a abordagem meramente corporativa e considerar um aumento substancial dos salários dos policiais numa perspectiva de melhor qualidade da segurança pública vinculada à imposição, em contrapartida, da dedicação exclusiva com o fim do duplo emprego. O nó górdio da má qualidade de nossas polícias são as escalas de serviço (no Rio, 24h x 48h, na PM, e 24 x 72, na polícia civil) que fazem da profissão policial uma ocupação part time. Na maioria dos casos, o "bico" torna-se a atividade melhor remunerada do policial e a falta de uma rotina profissional bem enquadrada, com os policiais dedicados à segurança pública apenas um ou dois dias por semana compromete seriamente sua qualidade sem falar no muito que facilita atividades típicas de "banda podre". Defendo a dedicação exclusiva e um fundo nacional, nos moldes do FUNDEP, para ajudar os estados a implantá-la. O momento de rediscussão da PEC 300 será favorável para tratar disso. O governo criou uma armadilha para si próprio quando em ano eleitoral apoiou a PEC 300 e agora quer eliminá-la por razões fiscais que fazem sentido mas precisam ser encaradas de uma forma mais ampla, buscando áreas de redução do gasto público que poderiam compensar (Que tal Belo Monte, trem-bala, BR 319, operações Tesouro-BNDES, etc?). Por outro lado, a coisa não pode ser vista meramente como questão corporativa. Deve haver um aumento substancial em troca da implementação severa da dedicação exclusiva. Ela teoricamente já existe mas ninguém respeita nem faz respeitar, vistos os salários muito baixos. É uma das várias condições para chegarmos a policias de melhor qualidade. Mas é básica. Os policiais devem trabalhar só em segurança pública, mesmo no caso de horários especiais e, fora isso, aperfeiçoamento profissional, adestramento e treinamento.

Ex-padre Sousense diz que Igrejas católicas estão parecendo motéis

Ex-padre Sousense diz que Igrejas católicas estão parecendo motéis: "

O ex padre Lourival relatou que os católicos têm a Bíblia em casa, entretanto o livro sagrado fica aberto no salmo 90 e não sai de cima da estante.

As declarações foram feitas na noite deste domingo (27) em um culto evangélico na Igreja Presbiteriana na cidade de Sousa, no qual ele trazia a pregação. O reverendo disse ainda que os católicos estão cegos, e que a verdade tem que ser revelada. ''Todos têm que saber que a igreja católica não prega a verdadeira palavra de Deus, que é o único Salvador de acordo com a bíblia.'' Relatou o ex-padre.

Continuando a mensagem, ele falou ainda que atualmente as igrejas católicas estão cada dia mais se assemelhando a motéis, por causa das festas que elas realizam. ''Além de que, um dos grandes erros dos católicos é dizer que se deve adorar imagens de esculturas, sendo que a própria bíblia diz no livro de Salmos Capítulo 135, versos 15 “Os ídolos dos gentios são prata e ouro, obra das mãos dos homens. 16 Têm boca, mas não falam; têm olhos, e não vêem, 17 Têm ouvidos, mas não ouvem, nem há respiro algum nas suas bocas. 18 Semelhantes a eles se tornem os que os fazem, e todos os que confiam neles'.

Para finalizar, Lourival disse: ''Se fosse pra eu nascer novamente, eu queria nascer sendo evangélico. Me sinto muito feliz hoje, antes eu era cego, no entanto enfim eu encontrei a luz, a verdadeira paz que está em Jesus Cristo.''

Centenas de pessoas compareceram ao culto na referida igreja, entre elas, tanto os evangélicos como também católicos.



CONVERSÃO AO EVANGELHO

O ex-padre Lourival Luiz de Sousa, que mora no Núcleo II, perímetro Irrigado de São Gonçalo, Município de Sousa, e atualmente é Diácono da Igreja Assembléia de Deus neste município, e se entregou ao evangelho no dia 29 de abril de 2010.

A notícia da conversão ao evangelho ganhou grande repercussão na religião católica na grande Sousa, pelo fato do ex Padre Lourival ser uma pessoa influente no meio religioso. ''Eu não aceitava mais certas coisas erradas que a igreja católica pratica, como adorar as imagens de esculturas, que a bíblia é clara em relação a isso, como citei acima.'' contou Lourival.



CASAMENTO COM EX-FREIRA

Diácono Luiz como é chamado hoje no meio Evangélico, começou a namorar justamente com uma ex-freira, Irmã Maria de Fátima no dia (30/05), em um culto realizado na Assembleia de Deus na cidade de Belém do Brejo do Cruz, Sertão da Paraíba, onde reside à irmã Fátima como é conhecida. Após o Noivado, o casal marcou o casamento que aconteceu nesta quinta-feira (14) no Templo da Igreja Assembleia de Deus na Cidade de Sousa, com as presenças de convidados, amigos e familiares.





Leia mais sobre o ex-padre Lourival



Notícias Cristãs com informações do Folha do Sertão via PB Agora

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terça-feira, 29 de março de 2011

ERRO EM ABORDAGEM POLICIAL


O QUE MATA O CORPO É O COSTUME.

RELAXAR NAS ABORDAGENS, PENSANDO QUE TODAS SÃO IGUAIS PODE RESULTAR NA MORTE.

NÃO FIZERAM UMA VARREDURA,NÃO COLOCARAM TODOS OS SUSPEITOS SOB VIGILÂNCIA.

O ERRO SERVE DE EXEMPLO.

E QUE TODOS SÃO SUSPEITOS, ATÉ QUE SE PROVE O CONTRÁRIO.


O JUSTO E A JUSTIÇA POLÍTICA *** Rui Barbosa

Quem matou Nosso Senhor?
Há um movimento de aproximação entre o Vaticano e Jerusalem.
Para isso será necessário culpar os romanos e inocentar o Sinédrio Judaico.
E parece que já há um movimento para isto, a união de duas grandes religiões.
Logo a terceira também se unirá, Jerusalém será a capital religiosa do planeta e estará pronto o palco final da Noiva de Cristo na terra.

Excelente o discurso de Rui Barbosa, na Sexta feira santa de 1899!

Constantin​o Stopinski Filho




O JUSTO E A JUSTIÇA POLÍTICA


Rui Barbosa

Para os que vivemos a pregar à república o culto da justiça como o supremo elemento preservativo do regime, a história da paixão, que hoje se consuma, é como que a interferência do testemunho de Deus no nosso curso de educação constitucional. O quadro da ruína moral daquele mundo parece condensar-se no espetáculo da sua justiça, degenerada, invadida pela política, joguete da multidão, escrava de César. Por seis julgamentos passou Cristo, três às mãos dos judeus, três às dos romanos, e em nenhum teve um juiz. Aos olhos dos seus julgadores refulgiu sucessivamente a inocência divina, e nenhum ousou estender-lhe a proteção da toga. Não há tribunais, que bastem, para abrigar o direito, quando o dever se ausenta da consciência dos magistrados.

Grande era, entretanto, nas tradições hebraicas, a noção da divindade do papel da magistratura. Ensinavam elas que uma sentença contrária à verdade afastava do seio de Israel a presença do Senhor, mas que, sentenciando com inteireza, quando fosse apenas por uma hora, obrava o juiz como se criasse o universo, porquanto era na função de julgar que tinha a sua habitação entre os israelitas a majestade divina. Tão pouco valem, porém, leis e livros sagrados, quando o homem lhes perde o sentimento, que exatamente no processo do justo por excelência, daquele em cuja memória todas as gerações até hoje adoram por excelência o justo, não houve no código de Israel norma, que escapasse à prevaricação dos seus magistrados.

No julgamento instituído contra Jesus, desde a prisão, uma hora talvez antes da meia-noite de quinta-feira, tudo quanto se fez até ao primeiro alvorecer da sexta-feira subseqüente, foi tumultuário, extrajudicial, a atentatório dos preceitos hebraicos. A terceira fase, a inquirição perante o Sinedrium, foi o primeiro simulacro de forma judicial, o primeiro ato judicatório, que apresentou alguma aparência de legalidade, porque ao menos se praticou de dia. Desde então, por um exemplo que desafia a eternidade, recebeu a maior das consagrações o dogma jurídico, tão facilmente violado pelos despotismos, que faz da santidade das formas a garantia essencial da santidade do direito.

O próprio Cristo delas não quis prescindir. Sem autoridade judicial o interroga Anás, transgredindo as regras assim na competência, como na maneira de inquirir; e a resignação de Jesus ao martírio não se resigna a justificar-se fora da lei: "Tenho falado publicamente ao mundo. Sempre ensinei na sinagoga e no templo, a que afluem todos os judeus, e nunca disse nada às ocultas. Por que me interrogas? Inquire dos que ouviam o que lhes falei: esses sabem o que eu lhes houver dito". Era apelo às instituições hebraicas, que não admitiam tribunais singulares, nem testemunhas singulares. O acusado tinha jus ao julgamento coletivo, e sem pluralidade nos depoimentos incriminadores não poderia haver condenação. O apostolado de Jesus era ao povo. Se a sua prédica incorria em crime, deviam pulular os testemunhos diretos. Esse era o terreno jurídico. Mas, porque o filho de Deus chamou a ele os seus juízes, logo o esbofetearam. Era insolência responder assim ao pontífice. Sic respondes Pontifici? Sim, revidou Cristo, firmando-se no ponto de vista legal: "se mal falei, traze o testemunho do mal; se bem, por que me bates?"

Anás, desorientado, remete o preso a Caifás. Este era o sumo sacerdote do ano. Mas, ainda assim, não tinha a jurisdição, que era privativa do conselho supremo. Perante este já muito antes descobrira o genro de Anás a sua perversidade política, aconselhando a morte a Jesus, para salvar a nação. Cabe-lhe agora levar a efeito a sua própria malignidade, "cujo resultado foi a perdição do povo, que ele figurava salvar, e a salvação do mundo, em que jamais pensou".

A ilegalidade do julgamento noturno, que o direito judaico não admitia nem nos litígios civis, agrava-se então com o escândalo das testemunhas falsas, aliciadas pelo próprio juiz, que, na jurisprudência daquele povo, era especialmente instituído como o primeiro protetor do réu. Mas, por mais falsos testemunhos que promovessem, lhe não acharam a culpa, que buscavam. Jesus calava. Jesus autem tacebat. Vão perder os juízes prevaricadores a segunda partida, quando a astúcia do sumo sacerdote lhes sugere o meio de abrir os lábios divinos do acusado. Adjura-o Caifás em nome de Deus Vivo, a cuja invocação o Filho não podia resistir. E diante da verdade, provocada, intimada, obrigada a se confessar, aquele, que a não renegara, vê-se declarar culpado de crime capital: Reus est mortis. "Blasfemou! Que necessidade temos de testemunhas? Ouvistes a blasfêmia". Ao que clamaram os circunstantes: "É réu de morte".

Repontava a manhã, quando a sua primeira claridade se congrega o Sinedrium. Era o plenário que se ia celebrar. Reunira-se o conselho inteiro. In universo concilio, diz Marcos. Deste modo se dava a primeira satisfação às garantias judiciais. Com o raiar do dia se observava a condição da publicidade. Com a deliberação da assembléia judicial, o requisito da competência. Era essa a ocasião jurídica. Esses eram os juízes legais. Mas juízes, que tinham comprado testemunhas contra o réu, não podiam representar senão uma infame hipocrisia da justiça. Estavam mancomunados, para condenar, deixando ao mundo o exemplo, tantas vezes depois imitado até hoje, desses tribunais, que se conchavam de véspera nas trevas, para simular mais tarde, na assentada pública, a figura oficial do julgamento.

Saía Cristo, pois, naturalmente condenado pela terceira vez. Mas o Sinedrium não tinha o “jus sanguinis”, não podia pronunciar a pena de morte. Era uma espécie de júri, cujo veredictum, porém, antes opinião jurídica do que julgado, não obrigava os juízes romanos. Pilatos estava, portanto, de mãos livres, para condenar, ou absolver. "Que acusação trazeis contra este homem?" Assim fala por sua boca a justiça do povo, cuja sabedoria jurídica ainda hoje rege a terra civilizada. "Se não fosse um malfeitor, não to teríamos trazido", foi a insolente resposta dos algozes togados. Pilatos, não querendo ser executor num processo, de que não conhecera, pretende evitar a dificuldade, entregando-lhes a vítima: "Tomai-o, e julgai-o segundo a vossa lei". Mas, replicam os judeus, bem sabes que "nos não é lícito dar a morte a ninguém". O fim é a morte, e sem a morte não se contenta a depravada justiça dos perseguidores.

Aqui já o libelo se trocou. Não é mais de blasfêmia contra a lei sagrada que se trata, senão de atentado contra a lei política. Jesus já não é o impostor que se inculca filho de Deus: é o conspirador, que se coroa rei da Judéia. A resposta de Cristo frustra ainda uma vez, porém, a manha dos caluniadores. Seu reino não era deste mundo. Não ameaçava, pois, a segurança das instituições nacionais, nem a estabilidade da conquista romana. "Ao mundo vim", diz ele, "para dar testemunho da verdade. Todo aquele que for da verdade, há de escutar a minha voz". A verdade? Mas "que é a verdade"? pergunta definindo-se o cinismo de Pilatos. Não cria na verdade; mas a da inocência de Cristo penetrava irresistivelmente até o fundo sinistro dessas almas, onde reina o poder absoluto das trevas. "Não acho delito a este homem", disse o procurador romano, saindo outra vez ao meio dos judeus.

Devia estar salvo o inocente. Não estava. A opinião pública faz questão da sua vítima. Jesus tinha agitado o povo, não ali só, no território de Pilatos, mas desde Galiléia. Ora acontecia achar-se presente em Jerusalém o tetrarca da Galiléia, Heródes Antipas, com quem estava de relações cortadas o governador da Judéia. Excelente ocasião, para Pilatos, de lhe reaver a amizade, pondo-se, ao mesmo tempo, de boa avença com a multidão inflamada pelos príncipes dos sacerdotes. Galiléia era o forum originis do Nazareno. Pilatos envia o réu a Heródes, lisonjeando-lhe com essa homenagem a vaidade. Desde aquele dia um e outro se fizeram amigos, de inimigos que eram. Et facti sunt amici Herodes et Pilatus in ipsa die; nam antea inimici erant ad invicem. Assim se reconciliam os tiranos sobre os despojos da justiça.

Mas Herodes também não encontra por onde condenar a Jesus, e o mártir volta sem sentença de Herodes a Pilatos que reitera ao povo o testemunho da intemerata pureza do justo. Era a terceira vez que a magistratura romana a proclamava. Nullam causam invenio in homine isto ex his, in quibus eum accusatis. O clamor da turba recrudesce. Mas Pilatos não se desdiz. Da sua boca irrompe a quarta defesa de Jesus: "Que mal fez ele? Quid enim mali fecit iste?" Cresce o conflito, acastelam-se as ondas populares. Então o procônsul lhes pergunta ainda: "Crucificareis o vosso rei?" A resposta da multidão em grita foi o raio, que desarmou as evasivas de Herodes: "Não conhecemos outro rei, senão César". A esta palavra o espectro de Tibério se ergueu no fundo da alma do governador da província romana. O monstro de Cáprea, traído, consumido pela febre, crivado de úlceras, gafado da lepra, entretinha em atrocidades os seus últimos dias. Traí-lo era perder-se. Incorrer perante ele na simples suspeita de infidelidade era morrer. O escravo de César, apavorado, cedeu, lavando as mãos em presença do povo: "Sou inocente do sangue deste justo".

E entregou-o aos crucificadores. Eis como procede a justiça, que se não compromete. A história premiou dignamente esse modelo da suprema cobardia na justiça. Foi justamente sobre a cabeça do pusilânime que recaiu antes de tudo em perpétua infâmia o sangue do justo.

De Anás a Herodes o julgamento de Cristo é o espelho de todas as deserções da justiça, corrompida pela facções, pelos demagogos e pelos governos. A sua fraqueza, a sua inconsciência, a sua perversão moral crucificaram o Salvador, e continuam a crucificá-lo, ainda hoje, nos impérios e nas repúblicas, de cada vez que um tribunal sofisma, tergiversa, recua, abdica. Foi como agitador do povo e subversor das instituições que se imolou Jesus. E, de cada vez que há precisão de sacrificar um amigo do direito, um advogado da verdade, um protetor dos indefesos, um apóstolo de idéias generosas, um confessor da lei, um educador do povo, é esse, a ordem pública, o pretexto, que renasce, para exculpar as transações dos juízes tíbios com os interesses do poder. Todos esses acreditam, como Pôncio, salvar-se, lavando as mãos do sangue, que vão derramar, do atentado, que vão cometer. Medo, venalidade, paixão partidária, respeito pessoal, subserviência, espírito conservador, interpretação restritiva, razão de estado, interesse supremo, como quer te chames, prevaricação judiciária, não escaparás ao ferrete de Pilatos! O bom ladrão salvou-se.

Mas não há salvação para o juiz covarde.

Sexta-feira Santa, 31 de março de 1899.

"Polícia na Rua": será esta a única solução? - Abordagem Policial

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B.O. de Stive: BR: ESTRESSE POLICIAL: HOMENS DA SEGURANÇA PÚBLICA NO LIMITE!

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B.O. de Stive: PR: ANTEPROJETO ENVIADO PELA AMAI AO GOVERNO SOBRE A PEC 64

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domingo, 27 de março de 2011

A falência da Segurança Pública

A falência da Segurança Pública


SÃO PAULO

Por Marilda Pansonato Pinheiro



O descaso da Administração Pública com as delegacias brasileiras e também com os profissionais da Polícia Civil é mais do que conhecido. Presos enjaulados, cenário de abandono e falta de polícias é a realidade infeliz deste País.

O Sistema penitenciário beira a falência. É o verdadeiro caos. Não é por menos que virou motivo de preocupação do Conselho Nacional de Justiça, que trabalha há anos em mutirões carcerários para tentar amenizar as injustiças Brasil a fora.

Nós delegados também nos sentimos enjaulados e injustiçados pelo Sistema. Em 2008, o estado de São Paulo assistiu à maior greve da história da Polícia Civil (59 dias) com direito a conflito de Polícias Militares com Civis – um verdadeiro cenário de guerra. A reivindicação só teve fim com as promessas do Governo de melhoria salarial e de condições de trabalho, até hoje não cumpridas. Do último concurso para Delegado de Polícia, promovido em 2009, cerca de 40% dos delegados aprovados já migraram para outro estado em busca de salários dignos.

Existem, no estado, diversas delegacias à margem da tecnologia. Uma das principais ferramentas para investigações, a internet, não faz parte da realidade das delegacias que, para não prejudicarem os trabalhos, levam equipamentos de casa. Por isso, o descontentamento é crescente.

Os delegados de Polícia de São Paulo (o estado mais rico do País) têm a pior remuneração. O salário é menor que estados carentes como Piauí, Maranhão e Ceará. Esses profissionais também convivem com a realidade de dar suporte para 31% dos municípios do estado que não contam com delegados titulares. Como se não bastasse ainda enfrentam uma crise de plantões do Decap e do Demacro.

O Decap é o departamento que gerencia todas as delegacias da capital paulista, enquanto o Demacro responde pelas delegacias dos municípios que tangem a Grande São Paulo, como o ABC, Mogi das Cruzes, entre outros. Na teoria, os dois departamentos, e suas seccionais subordinadas, deveriam organizar cinco equipes de delegados plantonistas por delegacia, casando horários e cargas de serviço. Na prática, a situação é diferente.

Registro, ainda, que o estado de tensão que se estabeleceu na classe se deve pela falta de diálogo do Governo de São Paulo, que anos a fio promete melhorias estruturais nunca vistas pela Polícia Civil.

Uma das nossas principais reivindicações é a aprovação do Projeto de Reestruturação, que tramita há mais de 10 anos sem qualquer solução. Em São Paulo, atualmente são 14 carreiras. O projeto prevê a redução para sete carreiras policiais, o que poderá oxigenar e melhorar a estrutura da Polícia Civil. Contudo, a falta de diálogo construtivo com o Governo, que visa à reorganização, reestruturação e reengenharia da Polícia Civil — instituição que progressivamente vem sendo desprovida de investimentos, inclusive, no aspecto humano, definha-se dia-a-dia.

Estamos estarrecidos com a sensação de desamparo e nos sentimos impotentes para atender a população da maneira que merece.

*Marilda Personato Pinheiro é Presidente da Associação dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo (ADPESP).

Higor Vinicius Nogueira Jorge

DELEGADOS.com.br
Revista da Defesa Social
Portal Nacional dos Delegados

ALEXANDRE GARCIA: "POLÍCIA É PARA USAR A FORÇA DA LEI, E NÃO A VIOLÊNCIA"

Cabo Heronides: ALEXANDRE GARCIA: "POLÍCIA É PARA USAR A FORÇA DA LEI, E NÃO A VIOLÊNCIA"

sábado, 26 de março de 2011

Tráfico e contrabando usam a Marinha paraguaia para combater a Polícia Federal na fronteira - Brasil - Notícia - VEJA.com

Tráfico e contrabando usam a Marinha paraguaia para combater a Polícia Federal na fronteira - Brasil - Notícia - VEJA.com: "Drogas
Tráfico e contrabando usam a Marinha paraguaia para combater a Polícia Federal na fronteira
Em e-mails aos quais o site de VEJA teve acesso, agentes da Delegacia Especial de Polícia Marítima de Guaíra denunciam ataques sofridos nos últimos meses
Bruno Abbud

Policiais brasileiros chegaram a disparar 60 tiros de fuzil HK G36, mas tiveram de recuar

Às 17h14 da sexta-feira, 18 de março, um agente da Polícia Federal que atua na cidade paranaense de Guaíra, fronteira com o Paraguai, enviou um e-mail pedindo socorro à Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) em Brasília. Ele informou que, em pelo menos três ocasiões recentes, oficiais da Marinha paraguaia trocaram tiros com policiais brasileiros – segundo ele, para acobertar traficantes e contrabandistas no Rio Paraná, que marca a divisa com a cidade paraguaia de Salto del Guaira.
Tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai 1

















Nesta quarta-feira, o presidente da Fenapef, Marcos Wink, decidiu agir. “A Marinha do Paraguai está atirando contra agentes brasileiros e ninguém faz nada”, diz ele. Wink procurou o deputado Paulo Pimenta (PT-RS). Relator da CPI que investigou, em 2006, o tráfico de armas no Brasil, Pimenta poderia servir de ponte até o ministro da Justiça José Eduardo Cardozo. “Queremos espalhar para o mundo a realidade na fronteira”, afirma Wink, indignado.

Em e-mails aos quais o site de VEJA teve acesso, agentes da Delegacia Especial de Polícia Marítima (DEPOM) de Guaíra informam que a Marinha paraguaia tem recebido propina de traficantes e contrabandistas para disparar armas de grosso calibre contra policiais brasileiros. O objetivo seria permitir – em troca de propina – que o tráfico de drogas continue a agir impunemente na região.
Violência em Guaíra: trecho do caderno que registra os plantões da Polícia Federal descreve o tiroteio no Rio Paraná

Violência em Guaíra: trecho do caderno que registra os plantões da Polícia Federal descreve o tiroteio no Rio Paraná



























Um dos ataques registrados pela Fenapef aconteceu por volta das 12h do dia 17 de março, uma quinta-feira: dois agentes da PF em Guaíra embarcaram numa lancha para iniciar a patrulha rotineira no Rio Paraná quando avistaram um bote de alumínio, pintado de verde e equipado com um motor, deslizando rumo ao Paraguai. Imediatamente, exigiram ao piloto que parasse e, durante a revista, flagraram uma carga de pneus contrabandeados. Como de praxe, apreenderam o bote e seguiram para a delegacia em Guaira para registrar a ocorrência.

A 200 metros do atracadouro, em águas brasileiras, os agentes perceberam que uma lancha da Marinha do Paraguai, com cabine fechada, acelerava na direção do barco apreendido, que era escoltado pela PF. Quando os paraguaios chegaram a cem metros de distância, começaram a disparar com uma metralhadora calibre ponto 30, própria para derrubar helicópteros, instalada na proa e apontada na direção dos policiais brasileiros. Eles revidaram com 60 tiros de fuzil HK G36, arma muito menos potente, e acabaram rapidamente com a munição. Tiveram de recuar. A lancha da Marinha paraguaia se aproximou e levou de volta o bote criminoso.
Tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai 2

















Num e-mail enviado em 21 de março, um dos agentes de Guaíra afirma que nos últimos dois anos houve no mínimo cinco confrontos entre a Marinha paraguaia e a PF, reclama das condições precárias das embarcações brasileiras e revela que integrantes da Polícia Federal recomendaram o abafamento da ocorrência do tiroteio no Rio Paraná. Também conta que uma licitação, aberta para a compra de uma lancha blindada para a PF de Guaíra, foi interrompida sem motivos aparentes.
Tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai 4













Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada em maio de 2010 confirma que não foi a primeira vez que forças brasileiras e paraguaias protagonizaram um tiroteio na região. Nela, um delegado da PF afirmou terem ocorrido, desde março daquele ano, mais de 20 confrontos entre a Marinha paraguaia e agentes federais brasileiros em Foz do Iguaçu. Em um só dia três tiroteios foram registrados.


Tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai 5















Em 16 de agosto de 2010, num documento de circulação interna da Polícia Federal ao qual o site de VEJA teve acesso, um policial federal de Guaíra avisou ao chefe da delegacia da PF na cidade que a Marinha paraguaia havia ganhado dos traficantes um motor de popa de 300 hp com o objetivo de perseguir a lancha da polícia brasileira.


Tráfico de drogas na fronteira com o Paraguai 6

























A Marinha paraguaia passou a vigiar a fronteira com o Brasil em março de 2005, depois que um advogado avisou o Ministério Público do Paraguai que a polícia facilitava o contrabando feito por embarcações na região. A Fenapef informou que os tiroteios estão cada vez mais frequentes porque os policiais brasileiros estão frustrando muitas travessias de barcos criminosos pelo Rio Paraná. De 2007 a 2011, 163 embarcações foram apreendidas pela Polícia Federal na fronteira paranaense. Falta agora descobrir a identidade dos bandidos escondidos dentro de fardas e camuflados em embarcações oficiais das Forças Armadas do Paraguai.

– Enviado usando a Barra de Ferramentas Google"

Um Deus Compassivo - MENSAGEM EPISCOPAL

MENSAGEM EPISCOPAL



Um Deus Compassivo


“Porque não temos sumo sacerdote que não pode possa compadecer-se das nossas fraquezas” Hebreus 4.15a. “Bendito seja o Senhor que, dia a dia, leva o nosso fardo!” Salmo 68.19.






O verso de Hebreus, acima, nos oferece uma tremenda segurança no que diz respeito ao caráter de Cristo que é o nosso Sumo Sacerdote.


A expressão “compadecer-se” é traduzida diretamente da palavra grega “sumpatheo” (de onde vem a palavra “simpatia”) e significa “sentir junto com”. Então, quando estamos passando por tempos de tribulações e fraquezas, não importa a forma através das quais essas tribulações e fraquezas são evidenciadas, Jesus é capaz e realmente sente junto conosco as nossas dores.


Interessantemente, na epístola do Apóstolo aos Gálatas, encontramos a seguinte afirmação: “Levai as cargas uns dos outros e, assim, cumprireis a lei de Cristo” Gálatas 6.2.


Albert Barnes, em seu comentário desse versículo, diz o seguinte: “A Lei de Cristo não permitiria que insultássemos ou usássemos de sarcasmo contra alguém acusado de erro, nem que nos alegrássemos em sua queda ou enfermidade de um irmão. Deveríamos, de fato, ajudá-lo a se colocar de pé; ajudá-lo a carregar seu fardo e sustentá-lo com nossos conselhos; nossas exortações e as nossas orações. Um cristão, consciente de sua fraqueza ou enfermidade, tem o direito da compaixão e da oração dos seus irmãos”


Somos desafiados a “cumprir a lei de Cristo”. Assim como ele se compadece de nós, somos desafiados a usar de compaixão para com nossos irmãos e irmãs. Especialmente para com aqueles e aquelas que estão sob a nossa liderança.


Por causa da compaixão de Jesus, quando estamos fracos, aí estamos fortes. Fracos em nós mesmos. Mas fortes naquele que é o nosso Senhor!


“Lançando sobre ele todas as nossas ansiedades porque ele tem cuidado de nós”






Bispo J. Carlos

Casal é preso ao tentar subornar policiais - Paraná-Online - Paranaense como você

Casal é preso ao tentar subornar policiais - Paraná-Online - Paranaense como você

sexta-feira, 25 de março de 2011

Policial PMPR a paisana mata assaltante de posto de gasolina

Policial PMPR a paisana mata assaltante de posto de gasolina: "




Após terem assaltado um posto de gasolina, os criminosos tentaram fugir numa motocicleta que estava com a placa escondida. Ao perceber a movimentação estranha, um policial que almoçava nas proximidades resolveu abordar os suspeitos, que tentaram reagir e levaram a pior… Um deles morreu e o outro, ferido, acabou sendo preso posteriormente. A coragem do policial foi filmada, bem como a explicação dos policiais de serviço que chegaram ao local posteriormente…





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GBB: PM e PC integradas

GBB: PM e PC integradas

É O COMEÇO DA UNIFICAÇÃO?

Lei de Juizados não se aplica à violência doméstica

FIM DA OPRESSÃO

Lei de Juizados não se aplica à violência doméstica

Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal declarou constitucional o artigo 41 da Lei 11.340/2006 (Lei Maria da Penha), que tem a seguinte redação: "Aos crimes praticados com violência doméstica e familiar contra a mulher, independentemente da pena prevista, não se aplica a Lei 9.099, de setembro de 1995". A Lei 9.099/95 criou os Juizados Especiais Cíveis e Criminais, que, de acordo com a decisão do Supremo, não pode ser aplicada aos casos de violência doméstica.




Segundo o ministro relator do caso, Marco Aurélio, o artigo 41 dá concretude ao artigo 226, parágrafo 8º, da Constituição Federal, que dispõe que "o Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações". Para ele, o dispositivo concorda com o que propunha Ruy Barbosa, que os desiguais sejam tratados desigualmente, na medida em que a mulher que é violentada no lar está em situação desigual perante o homem.

O ministro descartou o argumento de que o juízo competente para julgar agressões contra a mulher seria o Juizado Criminal Especial, em virtude da baixa ofensividade do delito. Para o STF, a violência contra a mulher é grave porque não se limita apenas ao aspecto físico, mas também ao seu estado psíquico e emocional, que ficam gravemente abalados quando ela é vítima de violência, com consequências muitas vezes indeléveis.

Ao acompanhar o voto do relator, o ministro Luiz Fux disse que os Juizados Especiais da Mulher têm maior agilidade nos julgamentos e permitem aprofundar as investigações dos agressores domésticos, valendo-se, inclusive, da oitiva de testemunhas.

Ao votar, o ministro Dias Toffoli lembrou da desigualdade histórica sofrida pela mulher e exemplificou que, até 1830, o Direito Penal brasileiro permitia ao marido matar a mulher se a encontrasse em flagrante adultério. Segundo ele, apesar de a Constituição de 1988 ter assegurado a igualdade entre eles, é preciso que sejam feitas ações afirmativas para que a igualdade passe a ser material e defendeu que diariamente os meios de comunicação divulgassem mensagens contra a violência contra a mulher e de fortalecimento da família.

As mulheres da corte concordaram com os homens e deram depoimentos. A ministra Cármen Lúcia declarou que "Direito não combate preconceito, mas sua manifestação" e disse que "mesmo contra nós há preconceito" referindo-se, além dela, à ministra Ellen Gracie e à vice-procuradora-geral da República, Deborah Duprat. Segundo ela, quando um carro dirigido por um homem emparelha com o carro oficial em que elas se encontrem, um espantado olhar descobre que a passageira do carro oficial é mulher.

Quanto a esse preconceito, a ministra complementou afirmando que "a vergonha e o medo são a maior afronta aos princípios da dignidade humana, porque nós temos que nos reconstruir cotidianamente em face disto". A outra mulher, ministra Ellen Gracie, lembrou que a Lei Maria da Penha foi editada quando ela presidia o Conselho Nacional de Justiça que impulsionou o estabelecimento de Juizados Especiais da Mulher.

O ministro Ricardo Lewandowski entendeu que com o artigo 41 da Lei Maria da Penha o legislador disse claramente que o crime de violência doméstica contra a mulher é de maior poder ofensivo. Nesse sentido, o ministro Joaquim Barbosa concordou com o argumento de que a Lei Maria da Penha buscou proteger e fomentar o desenvolvimento do núcleo familiar sem violência, sem submissão da mulher, contribuindo para restituir sua liberdade e acabar com o poder patriarcal.

O ministro Ayres Britto definiu como "constitucionalismo fraterno" a filosofia de remoção de preconceitos contida na Constituição Federal de 1988, e o ministro Gilmar Mendes considerou "legítimo este experimento institucional" representado pela Lei Maria da Penha. Segundo ele, a violência doméstica contra a mulher "decorre de deplorável situação de domínio", provocada, geralmente, pela dependência econômica dela.

Em seu voto, o ministro Cezar Peluso disse que a Constituição não definiu o que são infrações penais com menor poder ofensivo e, assim, a lei infraconstitucional está autorizada a defini-la.


O caso

A decisão foi tomada no julgamento de Habeas Corpus apresentado por um homem que foi condenado pela Justiça do Mato Grosso do Sul à pena restritiva de liberdade de 15 dias, convertida em pena alternativa de prestação de serviços à comunidade. Ele foi punido com base no artigo 21 da Lei 3.688 (Lei das Contravenções Penais) acusado de ter dado tapas e empurrões em sua companheira.
O artigo 21 da Lei 3.688 prevê: "Praticar vias de fato contra alguém: Pena — prisão simples, de quinze dias a três meses, ou multa, de cem mil réis a um conto de réis, se o fato não constitue crime".

No HC, a inconstitucionalidade do artigo 41 da Lei Maria da Penha foi alegada com base em ofensa ao artigo 89 da Lei 9.099/95. Além disso, foi afirmado que o Juizado Especial da Mulher que condenou o impetrante seria incompetente para julga-lo porque no caso de infração de menor poder ofensivo a competência é do Juizado Criminal Especial, conforme previsto no inciso I do artigo 98 da Constituição Federal.

O dispositivo diz que "a União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os estados criarão: I — Juizados Especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, competentes para a conciliação, o julgamento e a execução de causas cíveis de menor complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedimentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau".

Esteve presente na sessão a titular da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Iriny Lopes. Com informações da Assessoria de Imprensa do Supremo Tribunal Federal.

HC 106.212