domingo, 27 de maio de 2012

Obama aprovou a implantação de microchip nos EUA como reforma sanitária para 2013


EUA aprovam a implantação do Microchip OBRIGATÓRIO a toda população para Abril de 2013.


Não poderia deixar passar batida essa informação interessante.


Claro que eles não podem nos obrigar, mas se não colocar não irá poder usar o sistema de saúde e em um futuro próximo não poderá comprar, nem vender se não estiver com esta nova identificação que será sua identidade implantada no corpo.


Eles poderão te rastrear, poderão bloquear suas contas via satélite e etc... Estarás marcado igual a um gado.


21.04.2012 - Obama aprovou a implantação de microchip nos EUA como reforma sanitária para 2013.


O microchip será obrigatório, sem o qual não se poderá ter acesso a os centros de saúde. 


A implementação que se faz primeiro nos centros de saúde é uma desculpa para muitas outras coisas como por exemplo controlar o ser humano. Sem ele não se poderá fazer nada, não se poderá comprar nem vender e até realocar o documento de identidade.


Todos nossos dados pessoais e movimentos que ficaram guardados no sistema.


O implante será na mão ou na testa como à bíblia profetiza no Apocalipse 14:9 (A marca da besta 666).


Este sucesso já é uma lei!, não só um mero rumor... do que começa a gerar a NOM Nova Ordem Mundial. 


Vejam a reportagem em espanhol logo abaixo, dá para entender a notícia toda, pois falam quase em portunhol.


Vejam pelo menos os três primeiros minutos.


Agora é lei nos EUA a partir de março de 2013, logo se alastrará para o mundo.




http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=nQU579a49Bs&NR=1

Tire a farda e os seus ombros serão apenas os ombros de um homem


“Tonfada do dia”


 ”(…) pois um homem ou mulher deve ser valorizado pelo seu conhecimento, experiência, estudos…. etc etc e não pelas estrelas que carrega no ombro, isso são mecanismos de distinção (…) Tire a farda e os seus ombros serão apenas os ombros de um homem, mas o conhecimento que está acumulado em suas experiências não se despem como as roupas e as fardas”.


Vanessa de Souza Fontana


Cientista Política

FIM DA PRISÃO "ADMINISTRATIVA" MILITAR


FIM DA PRISÃO "ADMINISTRATIVA" MILITAR


sábado, 26 de maio de 2012


Vários países do Conselho de Direitos Humanos da ONU pediram nesta sexta-feira que o Brasil acabe com as execuções extrajudiciais cometidas pela Polícia Militar, além de prender e julgar os culpados. Esta foi uma das principais recomendações dos membros do Conselho de Direitos Humanos no Exame Periódico Universal (EPU) do Brasil, avaliação à qual são submetidos todos os membros da organização.


Muitos dos países que discursaram na sessão (Dinamarca, Espanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha, entre outros) se referiram às execuções extrajudiciais cometidas pela Polícia Militar, e solicitaram o fim da prática e a prisão e julgamentos dos responsáveis. "Recomendamos ao Brasil que revise os programas de formação de policiais para que acabem com os casos de execuções extrajudiciais. O uso da força deve ser feito quando estritamente necessário", afirmou o representante espanhol.


Além disso, algumas nações, como a Dinamarca, recomendaram o fim da Polícia Miliar. "A Dinamarca recomenda que o governo do Brasil trabalhe para abolir o sistema de Polícia Militar e promova medidas mais efetivas para reduzir a incidência das execuções extrajudiciais".


Enquanto isso, Seul lamentou a presença de "esquadrões da morte" em alguns Estados, provocando sérias violações aos direitos humanos, e pediu que o governo atue rapidamente no sentido de acabar com eles. Muitas delegações ainda se referiram à necessidade de "melhorar" as condições carcerárias e de todo o sistema judiciário para evitar a corrupção, garantir a independência dos juízes, além de conscientizar advogados, promotores e juízes sobre a violência doméstica.


Por fim, os países-membros exaltaram que o Brasil tenha "quase" completado, dois anos antes do prazo, os Objetivos do Milênio, metas de desenvolvimento socioeconômicas estabelecidas em 2000 pelas Nações Unidas para serem cumpridas até 2015.


http://jusmilitar.blogspot.com.br

Sem educação formal, irmãos ganham prêmios


Sem educação formal,
irmãos ganham prêmios



Fora de escola desde 2006,
os jovens estudam em casa
apenas os temas que lhes interessam
e não pensam em cursar faculdade


Ocimara Balmant e Fernanda Bassette, de O Estado de S. Paulo


Davi e Jônatas estão com as malas prontas para a primeira viagem ao exterior: vão para a Califórnia em agosto. Ganharam as passagens e a estadia para a Campus Party americana após vencerem um concurso na edição brasileira do evento.


Por aqui, eles concorreram com mais de 7 mil "nerds", egressos dos cursos de Engenharia e Ciência da Computação. O currículo dos campeões, no entanto, é bem mais modesto. Eles abandonaram a escola antes de concluir o ensino fundamental.
Os dois foram educados pelos próprios pais, em casa. "Se eu estivesse no colégio, estaria entrando na universidade. Em casa, foquei apenas no que gosto. Não perdi tempo nas disciplinas que não me interessam", diz Davi, de 19 anos. Jônatas, um ano mais novo, alfineta: "Mesmo porque o melhor é ter uma boa ideia. Depois, se for preciso, coloco um engenheiro para programar".


A cada afirmação, os dois olham de soslaio para o pai, sentado no sofá ao lado e se segurando para ele mesmo não responder a todas as perguntas. A cada prêmio dos filhos - só nos primeiros quatro meses deste ano eles já ganharam cerca de R$ 30 mil em concursos - Cléber Nunes se convence ainda mais da decisão tomada no fim de 2005, quando Jônatas e Davi terminaram a 5.ª e a 6.ª série.


"Mas, mesmo com todos esses prêmios, ainda dizem que neguei educação para os meninos", diz o pai, referindo-se ao crime de abandono intelectual pelo qual ele e a mulher, Bernadeth Nunes, foram condenados em 2010. Também teriam de pagar uma multa, estimada hoje em R$ 9 mil, pela condenação em um processo na área cível por descumprir o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). "Não quitamos porque temos certeza de que nossos filhos receberam instrução adequada", afirma a mãe.


Quem a vê tão convicta nem imagina que ela era terminantemente contra a decisão do marido. Tanto que, na primeira tentativa de Cleber, no fim de 2004, Bernadeth vetou a ideia. Para convencer a mulher, ele foi aos Estados Unidos, conheceu famílias que praticavam o ensino domiciliar e trouxe uma mala cheia de material sobre o tema.


Começava aí seu processo de "doutrinação" que só tem ganhado adeptos. A mais nova convertida é a pequena Ana, a caçula da família. Aos 5 anos, ela já sabe ler e escrever, é fluente em inglês e, apesar de nunca ter frequentado uma escola, tem uma opinião formada sobre o que se aprende na instituição: "Nada".


Informal. A sala de aula da menina é um cantinho do escritório coletivo que fica no térreo do sobrado em que a família vive, no município mineiro de Vargem Grande. No espaço, as bonecas ficam junto dos livrinhos de tecido costurados por Bernadeth.


Enquanto a mãe ensina a menina a ver as horas, Jônatas desenvolve um software para informatizar as mercearias do município, e Davi é capaz de se esquecer de comer só para programar os códigos que darão origem a um programa capaz de ajudar os candidatos a vereador e a prefeito a mapear redutos eleitorais e traçar estratégias de comunicação.


Creditam todo o aprendizado à técnica implementada pelo pai, autodidata que saiu da escola no 1.º ano do ensino médio.


Assim que os tirou da colégio, Cléber os ensinou lógica, argumentação e aritmética, base a partir da qual eles poderiam estudar o que lhes conviessem. Davi e Jônatas decidiram ignorar disciplinas como química, biologia e geografia. "Por que eu deveria saber o que são rochas magmáticas?", questiona Jônatas.


Das disciplinas oficiais, ficou somente o inglês. Para estimular a fluência, Cléber comprava cursos de informática em inglês e pedia que os filhos legendassem documentários.


Atualmente, cada um faz seu currículo e seu horário. Mas nunca são menos de seis horas diárias, seis dias por semana. Jônatas, webdesigner, dispersa fácil, tanto que decidiu sair do Facebook para não perder tempo. Davi, programador, é mais centrado, cumpre à risca a grade horária colada no mural do seu quarto, ao lado de onde se vê um versículo bíblico em hebraico, idioma que ele aprendeu sozinho com o intuito de compreender melhor textos do livro sagrado.


Motivação. A retirada dos filhos da escola coincidiu com a decisão da família por uma vida mais simples e de retorno a padrões morais descritos na Bíblia.


Cléber abriu mão de sua empresa de produtos de aço inoxidável, como troféus e placas de honra, para fabricar as peças no quintal de casa. Bernadeth, que era decoradora e cursava Arquitetura, abandonou o curso e, desde então, dedica-se a cuidar da casa e a alfabetizar a filha.


Por fim, trocaram a cidade de Timóteo, com 80 mil habitantes, pela pequena Vargem Alegre, de apenas 7 mil moradores e quase nenhuma opção de lazer. "O pai nos comunicou sobre a mudança. No começo, estranhamos, mas agora já me acostumei com o passeio na pracinha da igreja", diz Davi.


Vez ou outra, jogam futebol com os vizinhos e viajam a Timóteo para encontrar os primos e os ex-amigos de escola. No dia a dia, e sem TV em casa, os cinco estudam, trabalham, fazem as refeições e divertem-se assistindo a vídeos do Youtube. Mas não cansa ficar tanto tempo juntos? Pelo jeito, não. Como acompanhantes da viagem à Califórnia, os meninos não hesitaram: vão levar o pai e a mãe.


Fonte: Estado de S. Paulo


Divulgação: http://www.juliosevero.com/


Jovens brasileiros que foram educados em casa atingem rapidamente sucesso profissional


Vaticano diz para a ONU: todos os pais têm o direito de dar educação escolar para os filhos em casa 


Triunfo estatal contra a família: Congresso Nacional reforça proibição à educação escolar em casa 


Apesar de evidência de sucesso, tribunal condena família que educa filhos em casa 


Ensino em casa na revista Enfoque Gospel


Perseguição no Brasil: Desafios e sofrimentos no movimento de educação em casa no Brasil 


Quem comete “abandono intelectual”: as escolas públicas ou os pais que educam? 


A Marca da Besta: A Educação do Futuro  


Por que os políticos não querem mandar seus filhos às escolas públicas?


Divulgação: http://escolaemcasa.blogspot.com.br

sábado, 26 de maio de 2012

Geólogos revelam a data exata da crucificação de Jesus


Geólogos revelam a data exata da crucificação de Jesus


REDAÇÃO 26 DE MAIO DE 2012


Sexta-feira, dia 3 de abril do ano 33. Essa é a data da crucificação de Jesus, afirma a revista especializada em  geologia, The International Geology Review.


O artigo publicado na edição mais recente mostra a investigação de especialistas de um terremoto que ocorreu nesta data, vista como o dia mais provável da crucificação de Jesus. Segundo o Evangelho de Mateus, capítulo 27, versículo 51, no momento em que Jesus morreu, “tremeu a terra, e fenderam-se as pedras”.


De acordo com canal de TV Discovery News , a equipe formada pelo  geólogo Jefferson Williams, da Supersonic Geophysical, Markus Schwab e Achim Bauer, do Centro de Pesquisa de Geociências da Alemanha, analisaram a atividade de terremotos na região de Jerusalém.


Sua pesquisa confirma que um grande sismo atingiram a área conhecida como Ein Gedi,  entre 26 a.C. e 36 d.C., que poderia ser o que o Novo Testamento se refere. No entanto, os dados coletados por eles podem confirmar a data com precisão absoluta. Williams, Schwab, e Brauer admitem que o terremoto mencionado nos evangelhos poderia ser alegórico, referindo-se a um tremor que ocorreu em algum momento antes ou depois da crucificação. Este terremoto teria sido forte o suficiente para quebrar os sedimentos de rocha em Ein Gedi.


“Existe a possibilidade que o relatório de um terremoto no Evangelho de Mateus seja um tipo de alegoria”, escrevem os estudiosos no artigo publicado por eles no The International Geology Review.


Por isso, outras pesquisas estão sendo feito por Williams e sua equipe, que estão agora analisando o relatório da escuridão que teria tomado o céu da região entre o meio-dia e as três horas da tarde no dia da crucificação. Três dos quatro evangelhos canônicos confirmar que a escuridão invadiu a região durante aquele dia, o que poderia aludir a uma tempestade de poeira, de acordo com Williams.


Conforme relatado pelo Discovery News, Williams está investigando se os depósitos de poeira típicos das tempestades coincidem com esse terremoto do início do primeiro século na região de Jerusalém.


Os estudiosos apontam que existem outros relatos bíblicos e históricos que confirmariam essa data. Um artigo da revista científica Nature, da autoria de Colin Humphreys e Graeme Waddington, oferece indícios fortes para a afirmação da equipe de Williams:


Os quatro evangelhos mostram que a data da crucificação é reconhecidamente uma sexta-feira, quando os judeus comemoravam o Pessach (Páscoa).
Os quatro evangelhos e o relato dos Anais do governador Tácito (XV, 44) concordam que a crucificação ocorreu quando Pôncio Pilatos era procurador da Judéia, ou seja, entre 26 e 36 dC.
Os quatro Evangelhos concordam que Jesus morreu poucas horas antes do início do sábado judaico (a noite da sexta-feira).
Os evangelhos sinóticos (Mateus, Marcos e Lucas) indicam que Jesus morreu antes do anoitecer no dia 14 de Nissan; antes do início da refeição da Páscoa.
Usando-se os dados do calendário judaico e cálculos astronômicos do período, os indícios mais fortes é que a sexta-feira, 3 de abril de 33 d.C. se destaca como  a data mais provável da crucificação, de acordo com os pesquisadores.


(Traduzido e adaptado por Gospel Prime de Huffington Post e Discovery)


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Irã afirma que possui manuscrito antigo da Bíblia que “desacreditará o cristianismo”


Irã afirma que possui manuscrito antigo da Bíblia que “desacreditará o cristianismo”


REDAÇÃO 26 DE MAIO DE 2012 1


O governo do Irã divulgou ontem (25) que um manuscrito da Bíblia, com 1500 anos de idade e que  contém “novos ensinamentos” atribuídos a Jesus Cristo, é capaz de causar o colapso do cristianismo.


O livro com mais de 1500 anos foi confiscado na Turquia em 2000, durante a investigação e prisão de uma quadrilha de contrabandistas de antiguidades, apontam os relatórios do jornal Daily Mail. As páginas do livro, do século V ou VI, são de couro tratado e estão escritas em um dialeto do aramaico, língua falada por Jesus. Suas páginas estão hoje negras, por causa da ação do tempo, mas as letras douradas ainda possibilitam sua leitura.


As autoridades turcas acreditam que se trata de uma versão autêntica do Evangelho de Barnabé, um discípulo de Jesus que ficou conhecido por suas viagens com o apóstolo Paulo descritas no Livro de Atos.


Autoridades religiosas de Teerã insistem que o texto prova que Jesus nunca foi crucificado, não era o Filho de Deus, mas um profeta, e chama Paulo de “Enganador.” O livro também diz que Jesus ascendeu vivo ao céu, sem ter sido crucificado, e que Judas Iscariotes teria sido crucificado em seu lugar. Falaria ainda sobre o anúncio feito por Jesus da vinda do profeta Maomé, que fundaria o Islamismo 700 anos depois de Cristo. O texto prevê ainda a vinda do último messias islâmico, que ainda não aconteceu.


“A descoberta do original texto de Barnabé vai revolucionar a religião no mundo”, diz o relatório Basij.  Nenhum meio de comunicação publicou os versos. A foto divulgada da capa mostra apenas inscrições em aramaico e o desenho de uma cruz. A Internacional News Agency, diz que a inscrição na fotografia pode ser facilmente lida por um assírio. Os assírios viviam na região que compreende hoje o território do Iraque, o nordeste da Síria, o noroeste do Irã, e o sudeste da Turquia.


A tradução da inscrição inferior, que é o mais visível diz: “Em nome de nosso Senhor, este livro está escrito nas mãos dos monges do mosteiro de alta em Nínive, no ano 1.500 do nosso Senhor”.


Especialistas cristãos negam a existência de tal evangelho, que consideram um apócrifo (não inspirado por Deus). A autenticidade do livro precisaria ser provada por autoridades independentes. Porém, alguns especialistas já afirmaram que o Irã está promovendo a descoberta do livro 12 anos depois porque hoje o cristianismo tem se tornado uma ameaça em seu país.


O Vaticano teria demonstrado preocupação com a descoberta do livro, e pediu às autoridades turcas que permitissem aos especialistas da Igreja Católica avaliar o livro e seu conteúdo, em especial o “Evangelho de Barnabé”, que descreveria Jesus de maneira semelhante à pregada pelo islã.


O relatório da Basij Press, que divulgou o material para a imprensa, sugere que a descoberta é tão importante que poderá abalar a política mundial. “A descoberta da Bíblia de Barnabé  original irá minar a Igreja Cristã e sua autoridade e vai revolucionar a religião no mundo. O fato mais significativo, porém, é que esta Bíblia previu a vinda do profeta Maomé, mostrando a verdade da religião do Islã”.
A Basij afirma que o capítulo 41 do Evangelho diz: ’Deus disfarçou-se de Arcanjo Miguel e mandou (Adão e Eva) embora do céu, (e) quando Adão se virou, ele notou que na parte superior da porta de entrada do céu, estava escrito La elah ELA Allah, Mohamadrasool Allah”, ”significado Alá é o único Deus e Maomé o seu profeta ”


Erick Stakelbeck, apresentadora de TV e estudioso de assuntos iranianos, disse ao site WND: “Ao promover a chamada Bíblia de Barnabé, que não é aceita por nenhuma denominação cristã dominante,  o regime iraniano tenta mais uma vez desacreditar a fé cristã. O regime iraniano está empenhado em erradicar o cristianismo usando  todos os meios necessários. Isso significa a execução de muçulmanos convertidos, queima de Bíblias ou invasão das igrejas subterrâneas”.


No ano passado, as autoridades iranianas confiscaram e queimaram cerca de 6.500 Bíblias por ordem do líder supremo, o aiatolá Ali Khamenei.


Desde sua descoberta, o livro vinha sendo mantido em segredo, guardado em um cofre-forte na cidade de Ancara. Agora, a Turquia planeja colocar o livro em exposição pública. A teoria mais comum entre os cristãos é que um exame do texto sugere que ele seria similar ao material apócrifo escrito no século XIV.


(Fonte Gospel Prime com informações WND, Christian Post e Daily Mail)


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Cópia para uso pessoal deixará de ser crime


Cópia para uso pessoal deixará de ser crime


Grupo de juristas tira do quesito 'violação de direito autoral' as cópias de CDs e livros para uso exclusivamente pessoal


24 de Maio de 2012


Reprodução


A partir de hoje, cópias para uso exclusivamente pessoal de CDs de música ou de livros didáticos deixarão de ser crime. A reivindicação é uma das mais antigas entre os que acham necessária uma renovação da lei de direitos autorais brasileira e foi aprovada nesta quinta-feira, 24, por um grupo de juristas que discute em Brasília revisões no Código Penal.


O Brasil tem uma das leis de copyright mais fechadas do mundo, segundo organizações como a Consumers International, e punia o então crime com quatro anos de prisão, enquadrando-o no quesito "violação do direito autoral". A partir de agora, cópias que não objetivam o lucro estarão liberadas.


O texto aprovado diz que "não há crime quando se tratar de cópia integral de obra intelectual ou fonograma ou videofonograma, em um só exemplar, para uso privado e exclusivo do copista, sem intuito de lucro direto ou indireto".


http://olhardigital.uol.com.br

sexta-feira, 25 de maio de 2012

SP lança campanha de localização de crianças e adolescentes desaparecidos


SP lança campanha de localização de crianças e adolescentes desaparecidos


Maioria dos sumiços são de fuga por violência doméstica, de acordo com secretária


Vanessa Sulina, do R7
   
O governador de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) lançou nesta sexta-feira (25) a campanha de combate ao desaparecimento de crianças e adolescentes, no Palácio dos Bandeirantes, Morumbi, zona sul de São Paulo. De acordo com ele, o objetivo das ações é “prevenir e encontrar os desaparecidos” por meio de informações e melhoria nas investigações e bancos de dados da polícia. Além de levar cartazes informativos a diversos locais públicos, como estações de trens e metrô e orientar a população como agir nestas situações.


- Nossa prevenção é de alerta, colocar informações em locais de grandes tráfegos como trens e metrôs. Além de mostrar aos pais que se a criança desapareceu, seja rápido para procurar a polícia. Nós não vamos desistir de ninguém. Queremos reduzir ao máximo o número de desaparecidos. Não há nada mais cruel que seus familiares lidarem com a ausência.


Leia mais notícias de São Paulo


Segundo o governador, atualmente há 40 mil pessoas desaparecidas em todo o Brasil, sendo 9.000 no Estado de São Paulo. O secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, informou que em 2011, 9.395 crianças e adolescentes desapareceram e 7.541 voltaram para seus lares. Neste ano, de janeiro a abril, 3.529 sumiram e 2.766 retornaram às suas casas.


Além da informação na divulgação de maneiras de se prevenir, Pinto disse que as fotos e atualização do banco de dados auxiliam ainda mais o trabalho da polícia. Nesta sexta-feira, foi lançado também o programa de progressão de idade em 3D, realizado pelo departamento de arte forense da Polícia Civil.


- Sem dúvidas, a falta de fotos e dados é uma das maiores dificuldades em encontrar essas crianças e adolescentes.


Pioneiro no Brasil, este trabalho que será utilizado em São Paulo foi desenvolvido pelo chefe do departamento de arte forense, Sidney Barbosa. Segundo ele, a partir de agora, será muito mais fácil identificar estas pessoas.


- Nós fazemos o trabalho também com a ajuda da família. Ela é primordial para melhorar e deixar ainda mais próximo da realidade a perspectiva que criamos. Há também um trabalho nosso em fazer com que a família entenda e aceite este trabalho, porque é chocante você ver alguém que desapareceu há anos aparecer muito mais velho na tela do computador.


Fuga é principal causa


De acordo com a secretária de Pessoas com Deficiências, Linamara Batistella, 78% dosdesparecimentosestão relacionados à violência domestica.


- Elas estão cansadas de brigas, violência física e trocam a segurança, ainda que relativa, da casa pela rua. Grande número de crianças é reincidente, o que mostra que a decisão delas é muitas vezes intempestiva.


Linamara informou também que grande parte das crianças e adolescentes que somem são deficientes, por isso, em 2010 foi elaborado um projeto temático entender quais eram as causas do desaparecimento em geral.


- Nós fazemos as buscas dessas crianças na perspectiva delas.


Alckimin também assinou nesta sexta-feira o decreto que estabelece o dia 25 de maio o Dia Estadual da Criança Desaparecida e cria a Comissão Permanente da Criança e do Adolescente, que envolve as Secretarias de Estado da Segurança Pública, Justiça e Defesa da Cidadania Direito das Pessoas com Deficiência, Desenvolvimento Social, Educação e Saúde. 


Em caso de desaparecimento, ligue imediatamente para o 190 e faça o boletim de ocorrência. Não necessário esperar 24 horas para comunicar a polícia. É possível também comunicar a qualquer viatura da Polícia Militar. Ao procurar uma delegacia, leve fotos atualizadas e o maior número de dados sobre a criança e ou adolescente desaparecido.


Luta pela dor


Há 19 anos, Vera Lucia Ranu, presidente da associação Mães em Luta, Vera Lucia Ranu, luta em busca de encontrar sua filha, que desapareceu aos 13 anos à caminho da escola. Para ela, campanhas de orientação para prevenção do sumiço são essenciais para se combater esta prática.


- A morte de um filho dá revolta, mas contra isso vamos seguindo e nos confortamos. Porém, o desaparecimento dá desespero e vêm as incertezas. A busca causa muito sofrimento, as horas e os meses vão passando, passamos a não viver, e sim a sobreviver. Com a dor e esperança. Em 2005 fundei o movimento para além de luta, para também orientar pais e familiares.


Campanha nas escolas


Para marcar o início da campanha, os alunos e professores das escolas estaduais (ensino básico) e o Centro Paula Souza (ensino técnico) fizeram a leitura coletiva do material de conscientização, prevenção e combate aos casos de crianças e adolescentes desaparecidos.


Dicas de prevenção 


- Nunca tire os olhos de seus filho pequeno em locais de grande movimento 


- Se seu filho precisar ir ao banheiro, vá com ele 


- Ao chegar em um evento, mostre a seu filho quem são as pessoas que fazem a segurança do local (policiais, vigias ou seguranças) para que ele peça ajuda, se necessário


- Faça questão de levar seu filho aos eventos 


- Quando for buscar seu filho, não chegue atrasado. Caso passe do horário, avise 


- Oriente a escola que em caso de algum estranho aparecer, não liberar a saída da criança


- Oriente seus filhos a não falarem com estranhos 


- Peça que ele ande sempre com documentos




http://noticias.r7.com

Blog de menina com críticas à merenda faz escola mudar cardápio


Blog de menina com críticas à merenda
faz escola mudar cardápio


Site da escocesa Martha Payne, de 9 anos, teve mais de 1 milhão de visitas e provocou mudanças na escola.


Leia + Aqui




SE A MODA PEGA NO BRASIL!!!!

terça-feira, 22 de maio de 2012

O pão e o circo continua sendo muito atual...!


CARTA DO IMPERADOR VESPASIANO (41 dC) PARA SEU FILHO TITO (79 dC)


 Continua muito atual, não é?


 CARTA DO IMPERADOR VESPASIANO  (41 dC)  PARA SEU FILHO TITO (79 dC).




 *22 de junho de 79 d.C. “Tito, meu filho, estou morrendo. Logo eu serei pó
 e tu, imperador. Espero que os deuses te ajudem nesta árdua tarefa,
 afastando as tempestades e os inimigos, acalmando os vulcões. De minha
 parte, só o que posso fazer é dar-te um conselho: não pare a construção do
 Colosseum. Em menos de um ano ele ficará pronto, dando-te muitas alegrias e
 infinita memória. Alguns senadores o criticarão, dizendo que deveríamos
 investir em esgotos e escolas. Não dê ouvidos a esses poucos. Pensa: onde o
 povo prefere repousar seu clunis (nádegas): numa privada, num banco de
 escola ou num estádio?*


 *Num estádio, é claro.

Será uma imensa propaganda para ti. Ele ficará no coração de Roma por
 omnia saecula saeculorum, e sempre que ao olharem dirão: ‘Estás vendo
 este colosso? Foi Vespasiano quem o começou e Tito quem o inaugurou’.

Outra vantagem do Colosseum: ao erguê-lo, teremos repassado dinheiro
 público aos nossos amigos construtores, que tanto nos ajudam nos
 momentos de precisão. ‘Moralistas e loucos dirão, que mais certo seria
 reformar as velhas arenas. Mas todos sabem que é melhor usar roupas
 novas que remendadas. Vel caeco appareat (Até um cego vê isso).*
 Portanto, deves construir esse estádio em Roma.

Enfim, meu filho, desejo-te sorte e deixo-te uma frase:
 " Ad captandum vulgus, panem et circenses." -  (Para seduzir o povo, pão e circo).
 Esperarei por ti ao lado de Júpiter.

PS: Vespasiano morreu no dia seguinte à carta.


Tito não inaugurou o Coliseu com um jogo de COPA, mas com cem dias de festa.


Tanto o pai quanto o filho foram deificados pelo senado romano.




  
Assim como a gente de Brasília construirá monumentais estádios em Natal,  Cuiabá e Manaus, mesmo que nem haja futebol por esses lugares. Só para você  ter uma idéia, o campeonato de Mato Grosso teve média inferior a mil  pessoas por partida.


 Cuiabá, terá capacidade para 43.600 espectadores. Em Recife haverá um novo  estádio, mas todos os grandes clubes já têm o seu.


Pior será a arena de Manaus: terá 47 mil lugares e, no campeonato  estadual, juntando  os 80 jogos, o público total foi de 37.971.


 As gentes da Terra Papagalli não ligaram nem mesmo para o exemplo dos  sul-africanos,  que construíram cinco novos estádios e quatro são deficitários.


 " Ad captandum vulgus, panem et circenses."
O pão e o circo continua sendo muito atual...!


AUGUSTO NADOLNY



*http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2210201107.htm
*http://www1.folha.uol.com.br/fsp/esporte/fk2210201107.htm







Comprar maconha para fumar não é crime. Eis a sentença!


Comprar maconha para fumar não é crime. Eis a sentença!


Proceso Número: xxxxxxxxxxxxx
Autor: Justiça Pública
Réu: F.S.C


Tráfico de maconha. Desclassificação para uso próprio pelo Ministério Público após a instrução. Inexistência de crime. Comprar e portar maconha para uso próprio não configura crime. Inexistência de tipicidade e inconstitucionalidade do artigo 28, da Lei n° 11.343/06. Matéria em Repercussão Geral do STF. Só pode ser punido pelo tráfico quem o pratica. A Constituição Federal não pode ser ferida pela “guerra às drogas”. Absolvição do acusado.


            A representante do Ministério Público nesta Comarca ofereceu Denúncia contra F.S.C, qualificado nos autos, sob alegação da prática do crime previsto na Lei n° 11.343/2006, artigo 33, caput. Consta da Denúncia que a polícia civil estaria recebendo denúncias anônimas acerca do comércio de drogas no Bairro da Mansão, nesta cidade, e um policial civil acompanhado de funcionário público municipal realizaram ronda no local; que por volta das 16 h, nas proximidades da Igreja Assembleia de Deus, o policial abordou o denunciado, que se encontrava em atitude suspeita, tendo sido encontrado em seu poder vinte trouxas da erva maconha prontas para serem comercializadas. Ao final da audiência de instrução e julgamento, a ilustre representante do Ministério Público, diferente daquela que ofereceu a Denúncia, requereu a desclassificação do delito e condenação do denunciado nas penas previstas para o crime do artigo 28 da mesma lei.


LEIA A MATÉRIA AQUI

Comissão aprova projeto que regula investigação criminal militar


Comissão aprova projeto que regula investigação criminal militar


22 maio 2012


Aprovado na Comissão de Segurança Pública projeto (PL2291/11) que regula a investigação criminal conduzida por oficiais militares dos Estados e do Distrito Federal, nos crimes militares praticados pelos próprios militares.
É considerado crime militar toda violação acentuada ao dever e aos valores das instituições militares.
O texto aprovado foi o substitutivo ao projeto apresentado pelo relator, deputado William Dib, do PSDB de São Paulo. Segundo ele, as alterações servem para deixar bem claro que a norma refere-se a crime militar praticado por militar dos estados e do DF e evitar que haja conflitos no campo das competências da polícia judiciária militar federal e da polícia judiciária comum.


Entre outros pontos o texto estabelece que a investigação criminal militar será conduzida pelo oficial militar com isenção, imparcialidade, autonomia e independência. O superior hierárquico não poderá assumir as investigações,
a não ser por motivo de interesse público e mediante despacho fundamentado.
O oficial também não poderá ser compulsoriamente afastado da investigação criminal militar que preside. As exceções são motivo de interesse publico e hipóteses previstas em regulamento específico.
Segundo o relator William Dibb, a investigação de crimes militares precisava mesmo de ajustes para ajudar a polícia a exercer melhor seu papel.
"Fica mais ágil a apuração desses crimes porque hoje ela é feita pela polícia civil em conjunto com a polícia militar, há uma demanda de tempo muito grande e quem é o acusado fica 'sub judice' muito tempo. Então, essa questão do crime militar precisa ter mais agilidade porque nós precisamos dessas pessoas trabalhando ou não, sendo punidos ou não, mas o mais rapidamente possível."
O deputado Fernando Francischini, do PSDB do Paraná, apresentou voto contrário para marcar uma posição. Ele explica que pretendia ampliar a regulamentação prevista no texto.
"Eu apresentei voto em separado porque eu queria que os praças da PM de todo o País tivessem também na regulamentação desse projeto de lei. Na verdade, ele é ótimo o projeto, os oficiais da PM dos estados, do DF, autoridades da polícia judiciária militar vão poder tocar investigações, inquéritos policiais."
O projeto sobre a investigação de crimes militares praticados por militares estaduais será analisado agora nas Comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional e de Constituição e Justiça.


De Brasília, Idhelene Macedo


Rádio Câmara


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segunda-feira, 21 de maio de 2012

PMs e BMs com restrições e escalados em desacordo ganham ação na Justiça


PMs e BMs com restrições e escalados em desacordo ganham ação na Justiça


Postado por Chê_ga de corrupção
em 21 maio 2012 às 17:00


ASSESSORIA JURÍDICA DA ABSMSE GANHA AÇÃO INDENIZAÇÃO PARA ASSOCIADO CONTRA O ESTADO DE SERGIPE.


O Associado EZEDEQUIAS SANTOS possui problemas de saúde, mais precisamente labirintite, e, mediante prescrições médicas não pode ser exposto a ruídos, e locais de grande agitação, portanto, devendo ser poupado do serviço externo da PMSE. Pois bem, mesmo com restrições ao trabalho externo seus superiores continuavam o escalando para trabalho na rua, o que ocasionou prejuizos para a saúde do militar, vindo a agravar seu quadro de saúde.



O referido militar procurou a ABSMSE e foi atendido pelo advogado JOÂO BOSCO FREITAS LIMA, o qual ajuizou demanda indenizatória tendo o feito sido julgado procedente, conforme se vislumda da decisão encampada nos autos, na qual a Douta Magistrada DR. ELVIRA MARIA DE ALMEIDA SILVA, condenou o Estado de Sergipe a indenizar o militar em quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais) a ser corrigido pelo INPC, a contar da sentença, e juros de 1% a contar do evento danoso 31/01/1996.



Ressalte-se que a presente decisão ainda cade recurso, porém, serve de alerta para aqueles que obrigam seus subordinados trabalhar, mesmo com restrições médicas.



Confira na íntegra, abaixo, a sentença prolatada no processo nº 200611801109, em favor do companheiro militar:



Vistos etc.


EZEDEQUIAS SANTOS, qualificado na inicial, por seu advogado constituído, ingressou com AÇÃO DE INDENIZAÇÃO POR DANOS MORAIS em face do ESTADO DE SERGIPE, pelos motivos fáticos e de direito a seguir delineados:


Disse que ingressou nos quadros da Polícia Militar do Estado de Sergipe em 05 de novembro de 1984, sendo considerado apto. Disse que em 1995, a Junta Médica da Polícia Militar descobriu que o autor era portador de Labirintite, não podendo realizar atividades em áreas com poluição sonora e aglomeração, sendo, tal diagnóstico comunicado aos seus superiores hierárquicos, os quais ignoraram essa situação e continuaram designando o autor para o serviço de rua, fato que comprovadamente agravou o seu estado de saúde.


Afirmou que sempre passava mal quando designado para realizar suas atividades em áreas externas e que os superiores hierárquicos sempre informavam que somente poderiam afastá-lo do serviço externo após a publicação em Boletim Geral da Polícia Militar, tornando o laudo médico oficial.


Relatou que, em razão da negligência do Comando da PMSE, a publicação somente ocorreu em 2001, ou seja, 06 anos após a descoberta de sua doença, sendo, neste momento, suspenso de suas atividades em áreas de poluição sonora e aglomeração pelo período de 02 anos.


Aduziu que, em 2003, foi publicado novo afastamento do autor pelo período de 01 ano, e em 2004, foi publicado o afastamento por prazo indefinido.


Declarou que a negligência do Comando em oficializar o laudo de saúde emitido pela Junta Médica causou sérios prejuízos ao autor, tanto no aspecto psico-fisiológico quanto no aspecto material.


Requereu o pagamento de danos morais no valor de R$ 80.000,00 (oitenta mil reais).


Juntou documentos de fls. 13/45.


O requerido apresentou contestação, às fls. 50/55, dizendo que, ao analisar o relatório feito pelo médico da PMSE, percebeu que o autor portava labirintite e que tal patologia tem origem genética, possuindo reflexo direto de fator subjetivo como emocional ou ainda de fatores externos como ambientes ruidosos.


Afirmou que à época em que foi detectada a doença, o medido expediu atestados para que o autor pudesse ser afastado de tais atividades, dizendo, ainda, que o autor não agiu com o deveria, pois a simples comunicação, se realmente existiu, não enseja em nada, sendo necessário que o autor entregue aos seus superiores os devidos atestados.


Declarou que o autor não demonstrou o nexo de causalidade para ensejar a indenização por dano moral, e que em caso de procedência, o valor deve ser estipulado segundo o entendimento da Corte Sergipana, a fim de não ensejar enriquecimento sem causa.


Juntou documentos de fls. 56/57.


O autor não se manifestou acerca da contestação, conforme certidão de fl. 60.


Instado a manifestar-se, o Ministério Público, às fls. 61/63, declarou que não há interesse público que justifique a sua intervenção no feito.


Despacho saneador às fls. 67 e verso.


Audiência de Instrução e Julgamento, e anexos às fls.83/90.


O autor apresentou memoriais, às fls. 91/93.


Sentença prolatada às fls.97/102.


O requerido interpôs apelação, sendo a sentença anulada, conforme Acórdão de fl. 135/141, a fim de que o Estado de Sergipe apresente memoriais, o que foi feito às fls. 196/199, bem como determinando o desentranhamento dos memoriais do autor pela intempestividade.


É o relatório. DECIDO.


Regularizado o trâmite do presente feito, com a apresentação de memoriais pelo Estado de Sergipe, às fls. 196/199, conforme determinado no Acórdão de fl. 135/141, passo ao julgamento da ação.


Impende ressaltar que o conjunto probatório colhido na fase instrutória, bem como os colacionados nos autos, formaram a convicção desse juízo, considerando o princípio do livre convencimento motivado, tendo o juiz a liberdade de decidir da forma que considerar mais adequada, conforme seu convencimento, desde que motivando a sua decisão nos limites impostos pela lei e pela Constituição.


"O Brasil também adota o princípio da persuasão racional: o juiz não é desvinculado da prova e dos elementos existentes nos autos (quod non est in actis non est in mundo), mas a sua apreciação não depende de critérios legais determinados a priori. O juiz só decide com base nos elementos existentes no processo, mas os avalia segundo critérios críticos e racionais (CPC, art. 131 e 436)." CINTRA, Antonio Carlos de Araújo, GRINOVER, Ada Pellegrini, DINAMARCO, Cândido Rangel, Teoria Geral do Processo, p. 68.


Não havendo questões prévias a serem analisadas, adentro a análise do mérito da causa.


Ao analisar os fatos e provas trazidos aos autos, vislumbro a responsabilidade civil do Estado, pelas seguintes razões:


É fato incontroverso que o autor sofre de labirintite e que, em razão disso, deveria ser afastado dos serviços externos da polícia em que haja ruídos intensos, aglomerações e altura.


O cerne da questão litigiosa reside na existência ou não de responsabilidade estatal pelo fato do autor ter sido designado para serviços externos, como Pré-Caju (fl.22 e 30/32), desfile cívico (fl. 28), a despeito da recomendação feita pelo médico da Polícia Militar de suspensão das atividades do autor no que tange a serviços em que haja ruídos intensos, aglomerações e altura, em razão de seu estado de saúde.


Segundo o que se extrai dos autos, desde 1995 foi dito, em laudo médico, que o autor estava inapto para o serviço externo, por ter sido diagnosticado labirintite. Acontece que o Comando da Polícia Militar do Estado de Sergipe continuou a designar o autor para serviços externos não recomendados para seu estado de saúde, vindo a afastá-lo definitivamente de tais serviços em 2004, conforme BGO nº 171 (fl. 33).


Entendo que é dever do Comando da Polícia Militar, diante de uma recomendação médica, afastar o policial dos serviços que esteja inapto a exercer, e isso significa resguardar tanto a saúde do integrante de sua corporação, quanto a própria eficiência do serviço público, haja vista que o autor, portador de labirintite, pode sofrer tonturas, náuseas, que com certeza comprometeriam a sua atuação policial.


Cito trechos de depoimentos colhidos em audiência de instrução e julgamento:


O autor, em seu depoimento (fl. 85), afirmou que “quando trabalhava em locais externos, chegou a ter mal-estar e comunicava sempre aos seus colegas e que estes percebiam o seu estado, inclusive lhe perguntado sic se ele tinha se alimentado. (...) “Que no tempo que descobriu tinha a doença, houve agravamento da mesma, pois se tornou mais freqüente a visita ao especialista, Dr. Cardoso. “


O Sr. Marcos da Silva Gomes, médico, declarou às fls. 87 que “com um relatório médico encaminhado à Companhia, dizendo que deveria afastar-se do trabalho, o mesmo deveria ser cumprido, mas que a palavra final é do Comando e quando o mesmo não endossa a sugestão, a responsabilidade fica totalmente com o Comando”. (...) “que na hora em que se emite um atestado, recomendando que não se trabalhe, o mesmo é dirigido ao Comando da Companhia e que o atestado é entregue e que muitos tiram cópia desse documento e guardam para si. Que a entrega do atestado, recomendando que não se trabalhe fora, quando existe uma escala, deveria ser dispensado, a regra é de ser dispensado e o se policial não cumprir a escala, ele pode ser processado por esta falta. Que a dispensa da junta médica é referendada pelo Comando e isso sai em BGO.”


O Sr. Donald Antônio Araújo da Costa, Capitão QOPM, superior hierárquico do requerente à época dos fatos, às fls. 89, afirmou que “o documento que o médico emite ao paciente sai do HPM é publicado no Boletim Ostensivo, dizendo que o policial tem restrições quanto a determinados tipos de serviços. Que com a apresentação desse documento, essas recomendações médicas são acatadas.”


Destarte, entendo que está demonstrada a responsabilidade estatal, uma vez que o Estado de Sergipe, mais especificamente, o Comando da Polícia Militar deste Estado, deve zelar também pela coordenação do serviço interno, a fim de evitar que os direitos dos seus subordinados sejam violados.


Assim preleciona Yussef Said Cahali acerca do dano moral:


"Dano moral, portanto, é a dor resultante da violação de um bem juridicamente tutelado, sem repercussão patrimonial. Seja dor física — dor-sensação, como a denomina Carpenter — nascida de uma lesão material; seja a dor moral — dor-sentimento, de causa imaterial" (Dano e Indenização. São Paulo: RT, 1980, p. 7).


Afirmou, ainda, que dano moral é "tudo aquilo que molesta gravemente a alma humana, ferindo-lhe gravemente os valores fundamentais inerentes à sua personalidade ou reconhecidos pela sociedade em que está integrado".


Segundo Carlos Alberto Bittar, no caderno de doutrina, da Tribuna da Magistratura, mês de julho de 1966, pág. 33, sobre o tema diz o seguinte:


“Danos morais são lesões sofridas pelas pessoas, físicas ou jurídicas, em certos aspectos da sua personalidade, em razão de investidas injustas de outrem. São aquelas que atingem a moralidade e afetividade das pessoas, causando-lhes constrangimentos, vexames, dores, enfim, sentimentos e sensações negativas”


Perante essas conceituações de dano moral, advindas de ilustres doutrinadores, infere-se que o dano moral atinge direitos não patrimoniais, a exemplo da imagem, honra, privacidade, auto-estima, integridade psíquica, nome etc, ou seja, direitos que têm como escopo princípios éticos e morais.


Depreende-se que o dano moral é presumido, mas o fato que deu causa ao dano tem que ser provado. E neste caso, entendo que o fato, o nexo causal e o dano estão demonstrados nos autos.


Caracterizado o dano moral, deve-se estipular o quantum indenizatório.


O dano moral deve ser indenizável sob o aspecto compensatório e sancionatório. Sob a ótica sancionatória tem-se que o dano moral visa, primordialmente, a repressão a um ato lesivo à integralidade humana. Neste sentido, afirma BITTAR (1999, p. 280) que a tendência jurisprudencial é a da fixação de valor de desestímulo, como fator de inibição a novas práticas lesivas. Sob a ótica compensatória, leva-se em conta a “compensação” econômica a fim de atenuar a dor sofrida.


O quantum indenizatório deve ser fixado com bom senso e prudência, utilizando parâmetros como as condições pessoais do autor e a extensão do dano, a fim de não acarretar enriquecimento sem causa, além de serem observados o caráter punitivo e compensatório da indenização.


Entendo, portanto, que o valor da indenização por dano moral deve perfazer a quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais).


Quanto ao termo inicial da incidência dos juros de mora (evento danoso), entendo que, diante das provas colacionadas aos autos, deve ser a partir de 31/01/1996, data da primeira designação do autor para serviço externo, no policiamento ostensivo no Pré-Caju 96, conforme se avista no documento de fl. 30.


Ante as considerações acima expendidas, JULGO PROCEDENTE a pretensão autoral, e condeno o requerido ao pagamento da indenização por danos morais na quantia de R$ 10.000,00 (dez mil reais), devendo incidir a correção monetária pelo INPC a partir da prolação da sentença e juros de mora a partir do evento danoso, qual seja, 31/01/1996, conforme Súmula 54, Superior Tribunal de Justiça, no percentual de 1% (um por cento) ao mês.


Condeno o requerido ao pagamento das custas processuais e honorários advocatícios que fixo em R$ 1.000,00 (um mil reais), com fulcro no §4º do art. 20 do CPC.


AO CARTÓRIO para desentranhar a petição de fl. 91/93 e colocá-la na contracapa, uma vez que o autor foi intimado para recebê-la e não compareceu em cartório.


Deixo de remeter de ofício os presentes autos, haja vista o que preceitua o §2º do art. 475 do Código de Processo Civil.


P.R.I.


Aracaju, 14 de setembro de 2010.


Elvira Maria de Almeida Silva
Juiz(a) de Direito




OBS: O assunto é de suma importância e diante de várias denúncias que recebemos sobre PMs e BMs portadores de restrições que seus comandantes ainda assim os escalam em desacordo, não respeitanto as restrições médicas, aconcelhamos a todos que façam uma pesquisa na internet e vão encontrar farto material sobre outros PMs e BMs que já passaram pela mesma situação e ingressaram na Justiça. PolicialBR.


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quinta-feira, 17 de maio de 2012

De Professor a Policial


De Professor a Policial


17 maio 2012 às 20:30


Um professor de criminologia sai da sua "torre de marfim " para fazer uma ronda e apreender coisas que só a rua pode ensinar.


George L. Kirkham é professor assistente da Escola de criminologia da Universidade da Flórida e autor do livro Signal Zero a ser publicado brevemente.
Este artigo originalmente publicado no boletim do FBI e condensado agora por seleções e de muita importância para que aqueles que procuram explicações para a ação policial no cotidiano das grandes cidades, possam compreender por que o policial anda armado e possam ver "os milhares de policiais, homens e mulheres, lutando e resolvendo problemas difíceis para preservar nossa sociedade e aquilo que nos é mais caro".


Ao determinar a reprodução deste artigo, recomenda a todos os comandos que o explore na instrução da tropa, bem como estimule debates com autoridades locais, especialmente aqueles que, como o professor, disponham do tempo que queiram para tomar decisões difíceis. Talvez, então, possam compreender o policial que é "forçado a fazer escolhas críticas em questão de segundos (prender ou não prender, perseguir ou não perseguir), sempre com a incômoda certeza de que outros, aqueles que tinham tempo para analisar e pensar, estariam prontos para julgar e condenar aquilo que fizera ou aquilo que não tinha feito".


São Paulo, 15 de março de 1975.


Como professor de criminologia, tive problemas durante algum tempo, devido ao fato de que, como a maioria daqueles que escrevem livros sobre assuntos policiais, eu nunca fui policial. Contudo, alguns elementos da Comunidade Acadêmica Norte-Americana, tal como eu, foram muitas vezes demasiado precipitados ao apontar erros da nossa polícia. Dos incidentes que lemos nos jornais, formamos imagens estereotipadas, como as do policial violento, racista, venal ou incorreto. O que não vemos são os milhares de dedicados agentes da polícia, homens e mulheres, lutando e resolvemos problemas difíceis para preservar a nossa sociedade e aquilo que nos é mais caro.


Muitos dos meus alunos tinham sido policiais, e eles várias vezes apunham às minhas críticas o argumento de que uma pessoa só poderia compreender o que um agente da polícia tem de suportar quando também experimentasse ser policial. Por fim, me decidi a aceitar o repto. Entraria para a polícia e assim iria testar a exatidão daquilo que vinha ensinando. Um dos meus alunos (um jovem agente que gozava licença para freqüentar o curso, pertencente a Delegacia de polícia de Jacksonville, Flórida) me incitou a entrar em contato com o xerife Dalle Carson e o vice-xerife D K. Brown e explicar-lhes minha pretensão.


Lutando por um distintivo. Jacksonville me parecia ser o lugar ideal. Era um porto de mar e um centro industrial em crescimento acelerado. Ali ocorriam também manifestações dos maiores problemas sociais que afligem nossos tempos: crime, delinqüência, conflitos raciais, miséria e doenças mentais. Tinha igualdade a habitual favela e o bairro reservado aos negros. Sua força policial, composta por 800 elementos, era tida como uma das mais evoluídas dos Estados Unidas.


Esclareci ao xerife Carson e ao vice-xerife Brown de que pretendia um lugar não como observador, mas como patrulheiro uniformizado, trabalhando em expediente integral durante um período de quatro a seis meses. Eles concordam, mas puseram também a condição de que eu deveria primeiro preencher os mesmos requisitos exigidos a qual outro candidato a policial: uma investigação completa ao caráter exame físico e os mesmos programas de treinamento. Havia outra condição com a qual concordei prontamente: em nome da moral, todos os outros agentes deviam saber quem eu era e o que estava fazendo ali. Fora disso, em nada eu me distinguiria de qualquer agente, desde o meu revólver Smith e Wesson calibre 38 até o distintivo e o uniforme.


O maior obstáculo foram as 280 horas de treinamento estabelecidas por lei. Durante quatro meses (quatro horas por noite e cinco noites por semana), depois das tarefas de ensino teórico, eu aprendi a como utilizar uma arma, como me aproximar de um edifício na escuridão, como interrogar suspeitos, investigar acidentes de trânsito e recolher impressões digitais. Por vezes, à noite, quando regressava a casa depois de horas de treinamento de luta de defesa pessoal, com os músculos cansados, pensava que estava precisando era de um exame de sanidade mental por ter me metido naquilo. Finalmente, veio a graduação e, com ela, o que viria a ser a mais compensadora experiência da minha vida. Patrulhando a rua. Ao escrever este artigo, já completei mais de 100 rondas como agente iniciando, e tantas coisas aconteceram no espaço de seis meses que jamais voltarei a ser a mesma pessoa. Nunca mais esquecerei também o primeiro dia que montei guarda defronte à porta da delegacia de Jacksonville. Sentia-me ao mesmo tempo estúpido e orgulho no meu novo uniforme azul e com cartucheira de couro.


A primeira experiência daquilo que eu chamo de minhas "lições de rua" aconteceu logo de imediato. Com meu colega de patrulha, fui deslocado para um bar, onde havia distúrbio, no centro da zona comercial da cidade. Lá chegando, encontramos um bêbado robusto e turbulento que, aos gritos, se recusava a sair. Tendo adquirido certa experiência em admoestação correcional, apressei-me a tomar conta do caso. 


"Desculpe, amigo", disse eu sorridente, "não quer dar uma chegadinha aqui fora para bater um papo comigo?" O homem me encarou esgazeado e incrédulo, com os olhos raiados de sangue. Cambaleou para mim e me deu um empurrão no ombro. Antes que eu tivesse tempo de me recuperar, chocou-se de novo comigo - e dessa vez fazendo saltar da dragona a corrente que prendia meu apito. Após breve escaramuça, conseguimos leva-lo para a radiopatrulha.


Como professor universitário, eu estava habituado a ser tratado com respeito e deferência e, de certo modo, presumia que isso iria continuar assim em minhas novas funções. Agora, porém, estava aprendendo que meu distintivo e uniforme, longo de me protegerem do desrespeito, muitas vezes atuavam como um "imã" atraindo indivíduos que odiavam o que eu representava. Confuso, olhei para meu colega que apenas sorriu.


Teoria e prática nos dias e semanas seguintes, eu iria aprender mais coisas. Como professor, sempre procurava transmitir aos meus alunos a idéia de que era errado exagerar o exércicio da autoridade, tomar decisões por outras pessoas ou nos basearmos em ordens e mandatos para utar qualquer tarefa. Como agente da polícia, porém, fui muitas vezes forçado a fazer exatamente isso. Encontrei indivíduos que confundiam gentileza com fraqueza - o que se tornava um convite à violência. também encontrei homens, mulheres e crianças que, com medo ou em situações de desespero, procuravam auxílio e conselhos no homem uniformizado.
Cheguei a conclusão de que um abismo entre a forma como eu, sentado calmamente no meu gabinete com ar condicionado, conversava com o ladrão ou assaltante a mão armada, e a maneira como os patrulheiros encontraram esses homens - quando eles estão violentos, histéricos ou desesperados.


Esses agressores, que anteriormente me pareciam tão inocentes, inofensivos e arrependidos depois do crime cometido, agora, como agente da polícia, eu os encarava pela primeira vez como uma ameaça a minha segurança pessoal e à da nossa própria sociedade.


Aprendendo com o medo. Tal como o crime, o medo deixou de ser um conceito abstrato para mim, e se tornou algo bem real, que por várias vezes senti: era a estranha impressão em meu estômago, experimentava ao me aproximar de uma sensação de boca seca quando, com as lâmpadas azuis acesas e a sirene do carro ligada, corríamos para atender a uma perigosa chamada onde poderia haver tiros.
Recordo especialmente uma dramática lição no capítulo do medo. Num sábado à noite, patrulhava com meu colega em uma zona de bares mal freqüentados e casas de bilhares, quando vimos um jovem estacionar o carro em fila dupla. Dirigimo-nos para o local, e eu lhe pedi que arrumasse devidamente o automóvel, ou então que fosse embora - ao que ele respondeu inopinadamente com insultos. Ao sairmos do carro de radiopatrulha e nos aproximarmos do homem, a multidão exaltada começou a nos rodear. Ele continuava a nos insultar e se recusando a retirar o carro. Então, tivemos que prende-lo. Quando o trouxemos para a viatura da polícia, a turma no cercou completamente. na confusão que se seguiu, uma mulher histérica me abriu o coldre e tentou sacar meu revólver.


De súbito, eu estava lutando para salvar a minha vida. Recordo a sensação de verdadeiro terror que senti ao premir o botão do armeiro onde se encontravam nossas armas. Até então, eu sempre tinha defendido a opinião de que não devia ser permitido, aos policiais o uso de armas, pelo aspecto "agressivo" que denotavam, mas as circunstâncias daquele momento fizeram mudar meu ponto de vista, porque agora era minha vida que estava em perigo. Senti certo amargor quando, logo na noite seguinte, voltei a ver já em liberdade o indivíduo que tinha provocado aquele quase motim - e mais amargurado fiquei quando ele foi julgado e, confessando-se culpado, condenaram-no a uma pena leve por "violação da ordem".




Vítimas silenciosas.


Dentre todas as trágicas vítimas do crime que vi durante seis meses, uma se destaca. No centro da cidade, num edifício de apartamentos, vivia um homem idoso que tinha um cão. Era motorista de ônibus, aposentado. Encontrava-os quase sempre na mesma esquina, quando me dirigia para o serviço, e por vezes me acompanhavam durante alguns quarteirões.


certa noite fomos chamados por causa de um tiroteio numa rua perto do edifício. Quando chegamos, o velho estava estendido de costas no meio de uma grande poça de sangue. Fora atingindo no peito por uma bala e, em agonia, me sussurrou que três adolescentes o tinham interceptado e lhe pediram dinheiro. Quando viram que tinham tão pouco, dispararam e o abandonaram na rua. Em breve, comecei a sentir os efeitos daquela tensão diária a que estava sujeito. Fiquei doente e cansado de ser ofendido e atacado por criminosos que depois seriam quase sempre julgados por juízes benevolentes e por jurados dispostos a concederem aos delinqüentes uma "nova oportunidade". Como professor de criminologia, eu dispunha do tempo que queria para tomar decisões difíceis. Como policial, no entanto, era forçado a fazer escolhas críticas em questão de segundos (prender ou não prender, perseguir ou não perseguir), sempre com a incômoda certeza de que outros, aqueles que tinham tempo para analisar e pensar, estariam prontos para julgar e condenar aquilo que eu fizera ou aquilo que não tinha feito.


Como policial muitas vezes fui forçado a resolver problemas humanos incomparavelmente mais difíceis do que aqueles que enfrentara para solucionar assuntos correcionais ou de sanidade mental: rixas familiares, neuroses, reações coletivas perigosas de grandes multidões, criminosos. Até então, estivera afastado de toda espécie de miséria humana que faz parte do dia-a-dia da vida de um policial.
Bondade em uniforme. Freqüentemente, fiquei espantado com os sentimentos de humanidade e compaixão que pareciam caracterizar muitos dos meus colegas agentes da polícia. Conceitos que eu considerava estereotipados eram, muitas vezes, desmantidos por atos de bondade: um jovem policial fazendo respiração boca a boca num imundo mendigo, um veterano grisalho levando sacos de doces para as crianças dos guetos, um agente oferecendo à uma família abandonada dinheiro que provavelmente não voltaria a reaver.


Em conseqüência de tudo isso, cheguei à humilhante conclusão de que tinha uma capacidade bastante limitada para suportar toda a tensão a que estava sujeito. Recordo em particular, certa noite em que o longo e difícil turno terminaria com uma perseguição a um carro roubado. Quando largamos o serviço, eu me sentia cansado e nervoso. Com meu colega, estava me dirigindo para um restaurante a fim de comer qualquer coisa, quando ouvimos o som de vidros se quebrando, proveniente de uma igreja próxima, vimos dois adolescentes cabeludos fugindo do local. Conseguimos interceptá-los e pedi a um deles que se identificasse. Ele me olhou com desprezo, xingou e me virou as costas com intenção de se afastar. Não me lembro do que senti. Só sei que eu agarrei pela camisa, colei seu nariz bem no meu e rosnei: "Estou falando com você, seu cretino!"


Então, meu colega me tocou no ombro, e ouvi sua reconfortante voz me chamando à razão: "Calma, companheiro!" larguei o adolescente e fiquei em silêncio durante alguns segundos. Depois, me recordei de uma das minhas lições, na qual dissera aos alunos: "O sujeito que não é capaz de manter completo domínio sobre suas emoções em todas as circunstâncias não serve para policial".




Desafio Complicado.


Muitas vezes perguntara a mim próprio: "Por que um homem quer ser policial?" Ninguém está interessado em dar conselhos a uma família com problemas as três da madrugada de um Domingo, ou entrar às escuras num edifício que foi assaltado, ou em presenciar dia após dia a pobreza, os desequilíbrios mentais, as tragédias humanas.


O que faz um policial suportar o desrespeito, as restrições legais, as longas horas de serviço com baixo salário, o risco de ser assassinado ou ferido?


A única resposta que posso dar é baseada apenas na minha curta experiência como policial. Todas as coisas eu voltava para casa com um sentimento de satisfação e ter contribuído com algo para a sociedade - coisa que nenhuma outra tarefa me tinha dado até então.


Todo agente da polícia deve compreender que sua aptidão para fazer cumprir a lei, com a autoridade que ele representa, é a única "ponte" entre a civilização e o submundo dos fora da lei. De certo modo, essa convicção faz com que todo o resto (o desrespeito, o perigo, os aborrecimentos) mereça que se façam quaisquer sacrifícios.


Este artigo foi publicado em março de 1975 na página 84 de seleções e reproduzido pela PM/5 da Polícia Militar de São Paulo 
para instrução da tropa.


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